UA-116285209-1 Fimose | Clínica Uro Onco | Centro Especializado | São Paulo

©  2019 por Clínica Uro Onco. Responsável técnico: Dr. Bruno Benigno CRM SP: 126265

  • Instagram ícone social
  • LinkedIn ícone social
  • YouTube ícone social
  • Twitter ícone social
  • Facebook ícone social
  • Google+ ícone social

Fimose | Balanite | Postite

Fimose: o que é, diagnóstico, causas, sintomas e cirurgia

 

O que é fimose?

Fimose é a formação de um anel fibroso e com pouca elasticidade na pele do prepúcio.  Pode se apresentar desde uma discreta dificuldade para expor a glande até formas mais severas, como o fechamento parcial ou total da uretra,  levando a um quadro de retenção urinária.(1)

  • Tipos de fimose:

A fimose do recém-nascido é dita primária.  Resolve espontaneamente ou com auxílio de pomadas à base de corticóide em 90% dos meninos com até 5 anos.(2)

A fimose secundária,  conhecida como fimose do adulto,  é uma forma adquirida e em geral relacionada a um processo inflamatório crônico que leva ao surgimento de pequenos traumas e fissuras na pele,  provocando atrofia e perda da elasticidade do tecido. 

 

​O que causa a fimose?

A fimose do adulto em geral é causada pelo contato crônico com a urina,  umidade excessiva, infecções por bactérias ou fungos, doenças crônicas não tratadas ( como o diabetes), o que pode levar a uma dificuldade para a execução da higiene local,  gerando um ciclo vicioso de inflamação crônica e períodos de infecção. 

 

Como saber se é fimose (diagnóstico)?

A  perda da elasticidade da pele do pênis levando a formação de um anel  abaixo da glande configura o diagnóstico de fimose.

A fimose pode estar associada a um processo inflamatório crônico conhecido como balanopostite.

A balanopostite é uma  condição que pode estar presente mesmo em homens que não tem fimose.  O tratamento costuma ser feito com cremes hidratantes, pomadas a base de corticoides e em alguns casos o uso de antibióticos. 

Em situações mais severas,  o melhor tratamento para balanopostite é a remoção cirúrgica do prepúcio,  procedimento conhecido como postectomia. 

​Qual o tratamento da fimose?

O tratamento da fimose primária da criança geralmente é feito com a utilização de pomadas à base de corticóide.  Em aproximadamente 20% dos casos há a necessidade da remoção cirúrgica do prepúcio, a postectomia.(3)

O tratamento da fimose no adulto é cirúrgico,  uma vez que o anel com fibrose já está estabelecido e não há medicações para reverter este quadro.

 Em geral os urologistas esperam a resolução do quadro de balanopostite aguda para planejar o momento mais apropriado para o procedimento. 

Cirurgia de fimose 

Cirurgia de fimose é considerada um procedimento de pequeno porte.  É feito em hospital, porém não há necessidade de uma internação prolongada, uma vez que a alta ocorre no mesmo dia. 

O preparo para cirurgia deve obedecer um jejum mínimo de 8 horas,  avaliação com exames laboratoriais de sangue urina, assim como a realização de eletrocardiograma e raio-x do tórax.

 Não há necessidade da remoção dos pêlos pubianos previamente à cirurgia.  Este procedimento será feito na sala de operação e com a utilização de um equipamento apropriado, evitando micro-traumas na pele da região a ser operada,  o que diminui os riscos de infecção no pós-operatório.

 A anestesia utilizada no procedimento é uma combinação de sedação leve mais a infiltração de anestésico local na base do pênis. 

Anestesia local somente é aplicada após o paciente receber a dose de sedativos,  objetivando diminuir o desconforto de uma anestesia local.

A cirurgia costuma durar de 30 a 40 minutos.  Após a remoção da pele do prepúcio as bordas de pele sadia são aproximadas e suturadas com fios absorvíveis.

O urologista então prepara um curativo a base de pomadas com antibióticos e uma bandagem para evitar a formação de hematomas abaixo da pele.

O curativo deve ser removido no dia seguinte do procedimento e a cicatriz higienizada com água e sabão.

Em geral são prescritos antibióticos por 3 a 5 dias,  assim como medicações analgésicas e anti-inflamatórias.(4)

O retorno às atividades habituais costuma ocorrer após 5 a 7 dias do procedimento . 

A retomada das atividades sexuais costuma ser liberada de 45 a 50 dias após a cirurgia.

 

Obs: A uretra não costuma ser manipulada nesse tipo de procedimento,  dessa forma não é esperado sentir dor a urinar após a cirurgia.

Quais complicações a fimose pode causar?

Fimose pode causar um quadro crônico de balanite de repetição,  levando a um trauma repetitivo da pele do prepúcio e da glande, assim como infecções urinárias de repetição,  dor durante a relação sexual e, em casos mais severos, a retenção urinária.(5)

Há também uma associação entre infecção por HPV e a presença de fimose  assim como uma probabilidade aumentada de manifestar o câncer de pênis, principalmente em homens com hábitos de higiene precária.

Outra complicação possível  é a parafimose. Esta condição ocorre quando o anel fimótico se torna tão estreito que impede com que o prepúcio cubra a glande.  Isto leva ao comprometimento do fluxo sanguíneo na extremidade do pênis, provocando inchaço e do local.(6)

 Esta condição necessita de uma avaliação imediata pelo urologista em caráter de urgência.

Qual a diferença entre a fimose e a aderência?

Fimose é o anel fibrótico com pouca elasticidade que dificulta a exposição e limpeza da glande. 

A aderência ocorre quando a pele do prepúcio  se funde a pele do corpo do pênis, o que leva um processo de inflamação cíclica e a formação de pequenas fissuras,  servindo de porta de entrada para infecções por bactérias e fungos.

 

1. McPhee AS, McKay AC. Phimosis. In: StatPearls [Internet]. Treasure Island (FL): StatPearls Publishing; 2019 [citado 26 de outubro de 2019]. Disponível em: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK525972/

2. Liu J, Yang J, Chen Y, Cheng S, Xia C, Deng T. Is steroids therapy effective in treating phimosis? A meta-analysis. Int Urol Nephrol. março de 2016;48(3):335–42.

3. Siev M, Keheila M, Motamedinia P, Smith A. Indications for adult circumcision: a contemporary analysis. Can J Urol. abril de 2016;23(2):8204–8.

4. Rai BP, Qureshi A, Kadi N, Donat R. How Painful is Adult Circumcision? A Prospective, Observational Cohort Study. J Urol. junho de 2013;189(6):2237–42.

5. Division of Paediatric Surgery, Department of Surgery, The University of Hong Kong, Queen Mary Hospital, Hong Kong, Chan IH, Wong KK. Common urological problems in children: prepuce, phimosis, and buried penis. Hong Kong Med J [Internet]. 6 de maio de 2016 [citado 26 de outubro de 2019]; Disponível em: http://www.hkmj.org/abstracts/v22n3/263.htm

6. Offenbacher J, Barbera A. Penile Emergencies. Emerg Med Clin North Am. novembro de 2019;37(4):583–92.