UA-116285209-1 Pedra nos rins | Cálculo Renal | Tratamento | Urologia e Oncologia |

©  2019 por Clínica Uro Onco. Responsável técnico: Dr. Bruno Benigno CRM SP: 126265

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Cálculo Renal

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Como se formam as pedras nos rins?

Visão geral e estatísticas

As pedras nos rins ou cálculos renais são uma causa frequente de procura ao atendimento de urgência e emergência no mundo inteiro. São a causa de aproximadamente 60% de todos os atendimentos de urgência relacionados à urologia.

A cólica renal representa a sua manifestação clínica mais conhecida,  com quadro de dor lombar súbita, de forte intensidade e podendo estar acompanhada de náuseas e vômitos.(1)

 

Tipos de cálculos renais

A composição dos cálculos renais é variada,  sendo que 70% deles são formados de oxalato de cálcio.  Os outros 30% se distribuem entre cálculos de ácido úrico,  cistina (um aminoácido que pode ser eliminado de forma anormal na urina de crianças com a deficiência de uma enzima específica),  cálculos relacionados a infecção urinária (estruvita) e outros de composição mais rara.(2)

Análise da composição química dos cálculos foi um procedimento muito utilizado na década de 90 mas caiu em desuso,  uma vez que houve um avanço nos exames laboratoriais e o melhor entendimento dos fatores causadores por parte da comunidade médica.

 

Fatores de risco

Principais fatores de risco para o surgimento do cálculo renal são: (3)

  •  Fatores genéticos

  • Pouca ingestão de água e outros líquidos claros

  • Excesso de ácido úrico no sangue

  • Infecção urinária de repetição

  • Alterações genéticas que levam a um defeito na eliminação urinária do aminoácido cistina

  • Sobrecarga de sódio na dieta

  • Eliminação excessiva de cálcio na urina,  conhecida como hipercalciúria

 

Consequências

Cálculos renais podem crescer e dificultar a drenagem da urina para o ureter,  causar infecção urinária de repetição e em casos mais severos obstrução completa da filtração renal,  uma condição conhecida como cálculo coraliforme obstrutivo.

O cálculo coraliforme recebe esse nome por se assemelhar a um contorno de um coral.  Esta condição geralmente está associada a infecção urinária de repetição por duas bactérias específicas,  proteus mirabilis e pseudomonas aeruginosa.(4,5)

 

Prevenção

A principal forma de prevenção do cálculo renal é com o aumento da ingesta de água.  Entretanto, em algumas situações é possível identificar através de uma análise bioquímica na urina de 24 horas,  anormalidades na eliminação de cálcio, citrato, oxalato, ácido úrico ou cistina.

Caso uma  anormalidade seja detectada,  o urologista fará o tratamento medicamentoso apropriado(6)

Como regra geral,  o controle da quantidade de sal ingerido é uma medida universal, que vale como prevenção em conjunto com a ingestão adequada de água em todos os casos de pessoas que buscam prevenir o surgimento de novos cálculos renais.

 

Diagnóstico

O diagnóstico do cálculo renal pode ser feito através da radiografia simples de abdome,  ultrassonografia de rins e vias urinárias ou através de exames mais modernos como a tomografia computadorizada.

Além disso,  avaliação metabólica no sangue e na urina de 24 horas são métodos diagnósticos auxiliares para identificar fatores de risco específicos que possam ser corrigidos com medicações.

 

Tratamentos

Cálculos menores de 7 mm costumam ser tratados de forma conservadora,  através da mudança de hábitos alimentares, aumento da ingestão de água e a utilização de medicações específicas, nos casos em que alterações metabólicas são identificadas.

Para cálculos maiores de 7 mm o tratamento ativo costuma ser indicado.  

A litotripsia externa é uma alternativa não invasiva que utiliza ondas de ultrassom de alta intensidade para a fragmentação dos cálculos no interior do rim.

A litotripsia externa é pouco efetiva para cálculos com densidade elevada e aqueles que provocam a obstrução da via urinária.

Nos casos de cálculos de alta densidade,  obstrutivos ou de grande volume, o tratamento cirúrgico costuma ser a melhor opção(7)

A cirurgia pode ser feita através de uma endoscopia, com o equipamento de fibra ótica flexível acoplado a uma fibra de laser para fragmentação e aspiração dos cálculos no interior dos rins.

Cálculos volumosos em geral não são tratados por essa via.  Nesta situação os urologistas tendem a utilizar a cirurgia percutânea,   que é realizada através de uma pequena incisão de 3 cm nas costas para criar um trajeto da pele até o rim.

Através desse trajeto um equipamento de fragmentação dos cálculos é utilizado para o tratamento.



 

1. Saussine C, Andonian S, Pacík D, Popiolek M, Celia A, Buchholz N, et al. Worldwide Use of Antiretropulsive Techniques: Observations from the Clinical Research Office of the Endourological Society Ureteroscopy Global Study. J Endourol. 2018;32(4):297–303.

2. Khan A. Prevalence, pathophysiological mechanisms and factors affecting urolithiasis. Int Urol Nephrol. maio de 2018;50(5):799–806.

3. Ferraro PM, Taylor EN, Gambaro G, Curhan GC. Dietary and Lifestyle Risk Factors Associated with Incident Kidney Stones in Men and Women. J Urol. 2017;198(4):858–63.

4. Parkhomenko E, De Fazio A, Tran T, Thai J, Blum K, Gupta M. A Multi-Institutional Study of Struvite Stones: Patterns of Infection and Colonization. J Endourol. 2017;31(5):533–7.

5. Reyner K, Heffner AC, Karvetski CH. Urinary obstruction is an important complicating factor in patients with septic shock due to urinary infection. Am J Emerg Med. abril de 2016;34(4):694–6.

6. Fontenelle LF, Sarti TD. Kidney Stones: Treatment and Prevention. Am Fam Physician. 15 de abril de 2019;99(8):490–6.

7. D’Alessandro C, Ferraro PM, Cianchi C, Barsotti M, Gambaro G, Cupisti A. Which Diet for Calcium Stone Patients: A Real-World Approach to Preventive Care. Nutrients. 27 de maio de 2019;11(5).

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