UA-116285209-1 10 Coisas que homens com câncer de próstata não podem deixar de perguntar ao urologista:
  • Dr. Bruno Benigno

10 Coisas que homens com câncer de próstata não podem deixar de perguntar ao urologista:

Por: Dr. Bruno Benigno (CRM SP 126265)



1- Qual o estágio que a doença foi descoberta?

2- Quais exames necessários para avaliar a extensão da doença?

3- O tratamento imediato é necessário ou é possível apenas um acompanhamento de perto?

4- Qual o risco de incontinência urinária?

5- Qual o risco de impotência sexual?

6- Quais as principais diferenças entre a cirurgia e a radioterapia?

7- Como será meu acompanhamento após o tratamento?

8- A quimioterapia será necessária no meu caso?

9- O uso de hormônios será necessário no meu caso?

10- Quais as chances de cura?


Aproximadamente 70% do todos os casos são detectados em fases iniciais e ainda sem sintomas. Quando aparentes, os sintomas mais frequentes são: jato urinário fraco, sangramento na urina, perda de peso, dores ósseas e dificuldade para evacuar.


A maioria destes sintomas não são específicos ao câncer de próstata e por esta razão uma avaliação periódica é necessária, a partir dos 50 anos.(1)

Uma vez o câncer de próstata diagnosticado através da uma biópsia, exames de imagem como a cintilografia óssea e a ressonância magnética são ferramenta muito úteis para estabelecer a real dimensão da doença. Mas a sua realização não está indicada em todos os casos, como doença de baixa agressividade ou de pequeno volume.


O tratamento imediato, com a radioterapia ou cirurgia para a remoção da próstata, a prostatectomia, nem sempre são necessários.(2)


Em casos de doença muito inicial e de baixíssima agressividade, um protocolo de acompanhamento conhecido pelos urologistas como vigilância ativa pode ser aplicado.

A incontinência urinária, que é a perda da capacidade de segurar a micção, pode ocorrer após a remoção ou destruição da próstata. Felizmente, a incontinência severa ocorre em menos de 5% dos casos.


Homens com mais de 65 anos, tabagistas, obesos, diabéticos não controlados e que já apresentam incontinência urinária antes mesmo da cirurgia tem o risco de até 30% de permanecerem com incontinência urinária após a cirurgia ou radioterapia.(3)


A impotência sexual é um efeito colateral bastante temido pela maioria dos homens. os riscos de sua ocorrência variam de 20% a 90% e estão diretamente ligados aos fatores d risco já descritos para a incontinência urinária.


Incrementos tecnológicos, como a cirurgia com robótica e a radioterapia tipo IMRT, tem propiciado uma diminuição expressiva na ocorrência desses efeitos colaterais.

No Brasil, a disponibilidade destas técnicas ainda está limitada aos grandes centros médicos e hospitais de referência, além de cobertura limitada por grande parte das operadoras de saúde.


As principais diferenças entre a cirurgia e radioterapia são:


Cirurgia: não usa radiação; procedimento que requer internação hospitalar; remove a próstata por completo; identifica diretamente os nervos da ereção e o esfíncter urinário

Radioterapia: utiliza radiação aplicada em até 30 sessões; não requer internação; não remove a próstata; mais indicada para homens com idade avançada e com múltiplos problemas de saúde; pode ser usada em concomitância com bloqueadores de testosterona.


O tempo de acompanhamento mínimo após o tratamento é de 5 anos. Você retornará ao seu médico a cada 2 meses no 2 primeiros anos e a cada 6 meses até o 5 ano.

É necessário repetir periodicamente o exame de PSA, assim como exames de imagem como ressonância magnética e ultrassom.


Em geral, a quimioterapia não é utilizada nas fases iniciais da doença. Quando identificamos um grande volume de focos de metástases nos ossos ou outros órgãos, a quimioterapia e os bloqueadores de testosterona são as principais opções de tratamento e a cirurgia ou radioterapia não costumam ser utilizadas.(4)


As chances de cura estão relacionadas diretamente ao grau de agressividade da doença (conhecida como escala de Gleason) e o estágio em que foi descoberta (1- localizada; 2- fora da próstata; 3- no sistema linfático e ossos; 4- disseminada).


Homens que recebem o tratamento na fase inicial da doença tem o risco de morte pelo câncer de próstata em 18 anos de aproximadamente 2%. Já os que a apresentam a doença em estágio disseminado, a mortalidade pode chegar a 65% em 5 anos


Para saber mais visite: www.clinicauroonco.com.br


1. Tourinho-Barbosa RR, Pompeo ACL, Glina S. Prostate cancer in Brazil and Latin America: epidemiology and screening. Int Braz J Urol Off J Braz Soc Urol. 2016;42(6):1081–90.

2. Briganti A, Fossati N, Catto JWF, Cornford P, Montorsi F, Mottet N, et al. Active Surveillance for Low-risk Prostate Cancer: The European Association of Urology Position in 2018. Eur Urol [Internet]. junho de 2018 [citado 3 de agosto de 2018]; Disponível em: https://linkinghub.elsevier.com/retrieve/pii/S0302283818304330

3. Sacomani CAR, Zequi S de C, Costa WH da, Benigno BS, Campos RSM, Bachega W, et al. Long-term results of the implantation of the AMS 800 artificial sphincter for post-prostatectomy incontinence: a single-center experience. Int Braz J Urol Off J Braz Soc Urol. 7 de dezembro de 2017;43.

4. Kyriakopoulos CE, Chen Y-H, Carducci MA, Liu G, Jarrard DF, Hahn NM, et al. Chemohormonal Therapy in Metastatic Hormone-Sensitive Prostate Cancer: Long-Term Survival Analysis of the Randomized Phase III E3805 CHAARTED Trial. J Clin Oncol. 31 de janeiro de 2018;JCO.2017.75.365.

©  2019 por Clínica Uro Onco. Responsável técnico: Dr. Bruno Benigno CRM SP: 126265

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