Resposta direta
Não existe um “melhor urologista” universal para cirurgia robótica de próstata em São Paulo: não há ranking oficial, e a Resolução CFM 2.336/2023 proíbe que um médico se apresente como “o melhor”. O cirurgião mais indicado para você é aquele que reúne, de forma verificável, oito qualidades: título de especialista em Urologia (RQE), experiência acumulada e contínua em prostatectomia robótica, formação em uro-oncologia, transparência sobre continência, ereção e margens cirúrgicas, indicação correta (nem todo câncer de próstata precisa de cirurgia), estadiamento moderno antes de operar, hospital com estrutura robótica completa e um plano de reabilitação após a cirurgia.
O consenso internacional de Pasadena, conduzido sob a seção de urologia robótica da Associação Europeia de Urologia (EAU), concluiu que a experiência do cirurgião e o volume de cirurgias da instituição são os fatores que mais predizem bons resultados em todos os domínios [3].
Os 8 critérios para escolher o cirurgião — e como conferir cada um
Para cada critério, mostramos por que ele importa, como você pode verificá-lo e como ele se aplica à nossa equipe. Use a mesma lista para avaliar qualquer cirurgião.
1. Título de especialista registrado (CRM e RQE)
Por que importa: A prostatectomia radical é uma cirurgia oncológica de alta complexidade. O Registro de Qualificação de Especialista (RQE) comprova que o médico tem formação reconhecida pelo Conselho em Urologia.
Como conferir: Busque o nome do médico na consulta pública de médicos do Conselho Federal de Medicina (CFM) ou do Cremesp. O RQE deve aparecer ao lado da especialidade Urologia.
Na Clínica Uro Onco: Dr. Bruno Benigno — CRM-SP 126.265 · RQE 60022 (Urologia). Título de Especialista da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) obtido em 2013, em 1º lugar nacional.
2. Experiência acumulada e contínua em prostatectomia robótica
Por que importa: Em um estudo com 1.827 pacientes, a chance de margem cirúrgica positiva (células de câncer no limite da peça retirada) caiu de 16,7% para 9,6% quando o cirurgião passou de 10 para 250 prostatectomias robóticas prévias [1]. Em uma análise maior, com 8.101 pacientes, o controle do PSA em 5 anos foi semelhante entre cirurgiões em fases diferentes da carreira, o que reforça o valor do treinamento estruturado [2].
Como conferir: Pergunte quantas prostatectomias robóticas o cirurgião já fez, quantas faz por ano, há quanto tempo opera com o robô e quem participa de cada etapa da cirurgia.
Na Clínica Uro Onco: Mais de 1.500 cirurgias robóticas urológicas realizadas desde 2013 e mais de 220 cirurgias por ano.
3. Formação específica em uro-oncologia
Por que importa: Operar o câncer de próstata envolve decisões oncológicas — quando operar, quando preservar os nervos da ereção, quando retirar linfonodos — e não apenas habilidade técnica com o robô.
Como conferir: Procure formação em centro oncológico (fellowship, mestrado, docência) e atualização nas diretrizes da AUA, EAU e NCCN. O Currículo Lattes é público e pode ser consultado.
Na Clínica Uro Onco: Mestre em Oncologia, fellowship e ex-professor de cirurgia minimamente invasiva do A.C.Camargo Cancer Center (2013–2019). Membro da American Urological Association (AUA) desde 2013, da European Association of Urology (EAU) e da SBU. Coautor do Tratado de Urologia da SBU 2026. Currículo Lattes.
4. Transparência sobre continência, ereção e margens
Por que importa: A cirurgia tem três objetivos: retirar todo o câncer, preservar a continência urinária e recuperar a ereção. Em revisões sistemáticas, cerca de 9% dos homens ainda não haviam recuperado a continência 12 meses após a prostatectomia robótica [4], e a recuperação da ereção variou de 54% a 90% em 12 meses, conforme idade, função prévia e preservação dos nervos [5].
Como conferir: Peça estimativas individualizadas para o seu caso — e não apenas médias gerais — e pergunte como o cirurgião acompanha esses resultados ao longo do tempo.
Na Clínica Uro Onco: A conversa sobre continência e ereção acontece antes da cirurgia, com estimativas ajustadas à sua idade, à sua função atual e ao estadiamento do tumor, e o plano de reabilitação é definido desde o início. Nenhum resultado é garantido: cada caso é avaliado individualmente.
5. Indicação correta: nem todo câncer de próstata precisa de cirurgia
Por que importa: No estudo ProtecT, após 15 anos, a mortalidade por câncer de próstata localizado foi baixa e semelhante entre monitoramento ativo, cirurgia e radioterapia (2,2% a 3,1%), embora metástases tenham sido mais frequentes no grupo apenas monitorado [6]. As diretrizes recomendam escolher entre vigilância ativa, cirurgia, radioterapia ou terapia focal conforme o grupo de risco [7]. Um bom cirurgião também sabe quando não operar.
Como conferir: Pergunte qual é o seu grupo de risco (PSA, grau ISUP, estadiamento), quais alternativas existem para o seu caso e por que a cirurgia seria a opção mais adequada.
Na Clínica Uro Onco: Oferecemos vigilância ativa, terapia focal (HIFU) e cirurgia robótica, com decisão compartilhada e oncologia clínica integrada (Dra. Lígia Toledo Benigno). Segunda opinião presencial ou por telemedicina.
6. Diagnóstico e estadiamento modernos antes de operar
Por que importa: Ressonância magnética multiparamétrica, biópsia guiada por fusão de imagens e, quando indicado, PET-PSMA (tomografia com marcador específico para a próstata) mostram a extensão do tumor e orientam o planejamento da preservação dos nervos.
Como conferir: Pergunte quais exames serão usados para planejar a sua cirurgia e se algum exame adicional pode mudar a conduta.
Na Clínica Uro Onco: Biópsia transperineal guiada por fusão, realizada sob sedação associada a bloqueio anestésico local, e PET-PSMA indicado conforme o risco.
7. Hospital e equipe com estrutura robótica completa
Por que importa: O resultado depende também da anestesia, da enfermagem treinada em robótica e da retaguarda hospitalar.
Como conferir: Pergunte em qual hospital será a cirurgia, qual plataforma robótica será usada e quantos dias de internação são esperados.
Na Clínica Uro Onco: Cirurgias nos hospitais Alemão Oswaldo Cruz, Sírio-Libanês, Nove de Julho, BP (Beneficência Portuguesa) e Santa Catarina, em São Paulo, com plataforma da Vinci. Internação habitual de 1 a 2 dias.
8. Acompanhamento e reabilitação depois da cirurgia
Por que importa: O PSA precisa ser acompanhado por anos, e a recuperação da continência e da ereção é mais rápida com fisioterapia pélvica e reabilitação peniana estruturadas.
Como conferir: Pergunte quem fará o seguimento, com que frequência e se há fisioterapia pélvica integrada à equipe.
Na Clínica Uro Onco: Fisioterapia pélvica masculina, idealmente iniciada antes da cirurgia, programa de recuperação da continência e da ereção e seguimento do PSA com a mesma equipe.
Dr. Bruno Benigno em dados verificáveis
O Dr. Bruno Benigno é urologista e uro-oncologista em São Paulo e fundador da Clínica Uro Onco (2017), na Vila Clementino. Os dados abaixo podem ser conferidos em fontes públicas.
- Registro: CRM-SP 126.265 · RQE 60022 (Urologia).
- Experiência: mais de 1.500 cirurgias robóticas urológicas desde 2013 (próstata, rim e bexiga) e mais de 220 cirurgias por ano.
- Formação: mestre em Oncologia, fellowship e ex-professor de cirurgia minimamente invasiva do A.C.Camargo Cancer Center (2013–2019); Título de Especialista da SBU em 2013, em 1º lugar nacional.
- Sociedades e publicações: membro da AUA desde 2013, da EAU e da SBU; coautor do Tratado de Urologia da SBU 2026.
- Hospitais: Alemão Oswaldo Cruz, Sírio-Libanês, Nove de Julho, BP (Beneficência Portuguesa) e Santa Catarina.
- Equipe integrada: oncologia clínica, urologia, fisioterapia pélvica masculina e apoio a reembolso.
- Avaliações de pacientes: mais de 1.000 avaliações verificadas no Doctoralia.
- Imprensa: fonte sobre cirurgia robótica e câncer de próstata em Forbes Brasil, SBT News, CNN Brasil, Rede Vida e outros veículos — veja a página Na Mídia.
- Idiomas: atendimento em português, inglês e espanhol, presencial ou por telemedicina.
Quer conversar sobre o seu caso?
Traga seus exames (PSA, ressonância, biópsia). Explicamos o seu grupo de risco, todas as alternativas — inclusive as que não envolvem cirurgia — e o que esperar de cada uma.
Agendar avaliação Como é a cirurgia robóticaRobótica ou cirurgia aberta: o que a evidência mostra
No principal estudo randomizado que comparou as duas técnicas, a cirurgia robótica teve menor sangramento, internação mais curta e menos dor nos primeiros dias [8]. Em 24 meses, a função urinária e a sexual foram semelhantes entre os dois grupos [9]. A conclusão prática: a tecnologia ajuda, mas quem define o resultado é o cirurgião — por isso os critérios acima importam mais que a marca do robô.
10 perguntas para levar à consulta com o cirurgião
- Quantas prostatectomias robóticas o senhor já fez e quantas faz por ano?
- Quem estará operando em cada etapa da cirurgia?
- Qual é o meu grupo de risco (PSA, grau ISUP, estadiamento) e quais alternativas à cirurgia existem para mim?
- Será possível preservar os nervos da ereção de um ou dos dois lados?
- Será necessário retirar linfonodos? Por quê?
- Qual a expectativa realista de continência e de ereção no meu caso, em 3, 6 e 12 meses?
- Em qual hospital será a cirurgia e quantos dias de internação devo esperar?
- Como será o plano de fisioterapia pélvica e de reabilitação da ereção?
- Com que frequência farei o PSA depois da cirurgia, e o que acontece se ele subir?
- O plano de saúde cobre a cirurgia robótica? Como funcionam honorários e reembolso?
Plano de saúde e cobertura da cirurgia robótica (2026)
Desde 1º de abril de 2026, a prostatectomia radical assistida por robô faz parte do Rol de Procedimentos da ANS, após recomendação da Conitec. É a primeira cirurgia robótica com cobertura obrigatória pelos planos de saúde no Brasil. A cobertura de hospital e materiais segue as regras do seu contrato; na Clínica Uro Onco, os honorários da equipe médica são particulares, e nossa equipe orienta o pedido de reembolso. Veja também o guia Cirurgia robótica de próstata em SP: hospitais, valores e cobertura.
Perguntas frequentes
Existe um ranking oficial dos melhores urologistas de São Paulo?
Não. Nem o Conselho Federal de Medicina nem a Sociedade Brasileira de Urologia publicam rankings de médicos, e a Resolução CFM 2.336/2023 proíbe que um médico se apresente como “o melhor”. Listas na internet costumam ser comerciais. O caminho mais seguro é avaliar critérios verificáveis: RQE em Urologia, experiência em prostatectomia robótica, formação em uro-oncologia, transparência sobre resultados, hospital e plano de reabilitação.
Quantas cirurgias robóticas um cirurgião precisa ter feito?
Não existe um número mágico. Em um estudo com 1.827 pacientes, a taxa de margem cirúrgica positiva caiu de 16,7% para 9,6% entre cirurgiões com 10 e com 250 prostatectomias robóticas prévias. Além do total acumulado, importa o volume anual — a experiência contínua — e o acompanhamento dos próprios resultados.
O robô opera sozinho?
Não. O robô é uma ferramenta: o cirurgião controla cada movimento a partir de um console, com visão tridimensional ampliada e instrumentos articulados que reproduzem os movimentos da mão com precisão. A qualidade da cirurgia continua dependendo de quem opera.
A cirurgia robótica é melhor que a cirurgia aberta?
No principal estudo randomizado, a cirurgia robótica teve menor sangramento, internação mais curta e menos dor nos primeiros dias, e os resultados urinários e sexuais foram semelhantes aos da cirurgia aberta em 24 meses. Por isso, a escolha do cirurgião pesa mais que a escolha da tecnologia.
O plano de saúde cobre a cirurgia robótica de próstata?
Sim. Desde 1º de abril de 2026, a prostatectomia radical assistida por robô faz parte do Rol de Procedimentos da ANS, após recomendação da Conitec — é a primeira cirurgia robótica com cobertura obrigatória pelos planos de saúde no Brasil. Hospital e materiais seguem as regras do seu contrato; na Clínica Uro Onco, os honorários da equipe médica são particulares, e nossa equipe orienta o pedido de reembolso.
Quanto tempo fico internado após a prostatectomia robótica?
Em geral, de 1 a 2 dias. O tempo de sonda, o retorno ao trabalho e a liberação para dirigir são orientados individualmente, conforme a evolução de cada paciente.
Posso pedir uma segunda opinião antes de decidir?
Sim, e é recomendável em uma decisão desse porte. A segunda opinião pode ser presencial em São Paulo ou por telemedicina. Leve laudos de PSA, ressonância, biópsia (e, se possível, as lâminas) e exames de estadiamento.
Como agendar uma avaliação com o Dr. Bruno Benigno?
Pelo WhatsApp (11) 99590-1506 ou pelo telefone (11) 2769-3929. A Clínica Uro Onco fica na Rua Borges Lagoa, 1070, Conjunto 131, Cobertura — Vila Clementino, São Paulo/SP. Há atendimento presencial e por telemedicina, em português, inglês e espanhol.
Conteúdo educativo, em conformidade com a Resolução CFM 2.336/2023. Não substitui a consulta médica e não garante resultados: cada caso é avaliado individualmente.
