top of page

PET-PSMA em São Paulo: O Exame que Revolucionou o Diagnóstico do Câncer de Próstata

  • Foto do escritor: Dr. Bruno Benigno
    Dr. Bruno Benigno
  • 7 de abr.
  • 4 min de leitura

Atualizado: 9 de abr.

PET-PSMA em São Paulo: O Exame que Revolucionou o Diagnóstico do Câncer de Próstata


O PET-PSMA mudou o estadiamento do câncer de próstata — hoje detectamos lesões que a tomografia convencional e a cintilografia óssea não conseguiam mostrar. Se você foi diagnosticado com câncer de próstata ou está em acompanhamento após tratamento, entender o que é o PET-PSMA e quando ele é indicado pode fazer toda a diferença no seu plano terapêutico. Neste artigo, o Dr. Bruno Benigno, urologista oncologista em São Paulo, explica como funciona esse exame e para quem ele é recomendado.


O que é o PET-PSMA?


PET-PSMA é a sigla para Tomografia por Emissão de Pósitrons com marcador de PSMA (antígeno de membrana específico da próstata). Em linguagem simples, é um exame de imagem que usa uma substância radioativa especial capaz de se ligar especificamente às células de câncer de próstata, "iluminando" os focos de doença em todo o corpo.


O PSMA é uma proteína presente em grande quantidade na superfície das células do câncer de próstata. O exame utiliza um radiofármaco (geralmente marcado com gálio-68 ou flúor-18) que se liga ao PSMA, permitindo visualizar com precisão onde estão as células tumorais — na próstata, nos linfonodos ou em metástases a distância.


Como funciona o exame PET-PSMA?


O procedimento é simples, seguro e não invasivo:


1. Injeção do radiofármaco: Você recebe uma injeção intravenosa com o marcador de PSMA. O procedimento é rápido e praticamente indolor.


2. Período de espera (60 a 90 minutos): O radiofármaco circula pelo corpo e se acumula nas células de câncer de próstata. Durante esse período, você aguarda em repouso.


3. Aquisição das imagens (20 a 30 minutos): Você deita na maca do aparelho PET-CT, que capta as imagens de corpo inteiro. O exame é silencioso e indolor.


4. Interpretação: Um médico nuclear especializado analisa as imagens, identificando áreas de captação anormal que sugerem atividade tumoral.


A exposição à radiação é baixa e o radiofármaco é eliminado naturalmente pelo organismo em poucas horas. Você pode retomar suas atividades normais imediatamente após o exame.


Quando o PET-PSMA é indicado?


O PET-PSMA tem aplicações bem definidas na oncologia urológica, conforme revisão publicada na revista Diagnostics, que destaca seu papel no diagnóstico primário, estadiamento, detecção de recorrência bioquímica e na terapia dirigida a metástases [1]:


Estadiamento inicial de câncer de alto risco: Para pacientes com câncer de próstata recém-diagnosticado classificado como alto risco ou muito alto risco, o PET-PSMA identifica metástases linfonodais e ósseas com sensibilidade muito superior aos exames convencionais. Isso pode mudar completamente o plano de tratamento.


Recorrência bioquímica (PSA em ascensão após tratamento): Este é provavelmente o cenário de maior impacto do PET-PSMA. Quando o PSA volta a subir após cirurgia ou radioterapia, o PET-PSMA consegue localizar o foco de recorrência — mesmo com PSA ainda em níveis baixos — permitindo tratamento direcionado.


Terapia dirigida a metástases (oligometástases): Em pacientes com número limitado de metástases identificadas pelo PET-PSMA, pode-se realizar radioterapia estereotáxica direcionada, potencialmente adiando ou evitando tratamento sistêmico.


Seleção para terapia com Lu-177-PSMA: O PET-PSMA é obrigatório para selecionar pacientes candidatos à terapia com lutécio-177-PSMA (radioligandoterapia), um tratamento inovador para câncer de próstata metastático resistente à castração.


Qual a diferença entre PET-PSMA e outros exames de imagem?


O PET-PSMA se diferencia por detectar atividade biológica tumoral, não apenas alterações anatômicas:


Tomografia computadorizada: Mostra apenas alterações de tamanho em linfonodos e órgãos. Linfonodos com metástases microscópicas, de tamanho normal, não são detectados.


Cintilografia óssea: Detecta metástases ósseas por alteração metabólica do osso, mas é menos sensível e menos específica que o PET-PSMA. Apresenta muitos falsos positivos (alterações degenerativas confundidas com metástases).


Ressonância magnética: Excelente para avaliação local da próstata, mas limitada para estadiamento de corpo inteiro.


PET-PSMA: Combina sensibilidade e especificidade superiores, detectando lesões milimétricas em linfonodos, ossos e outros órgãos. As diretrizes internacionais da EANM/SNMMI (diretriz conjunta versão 2.0) recomendam o PET-PSMA como exame de primeira linha para estadiamento e recorrência do câncer de próstata [2]. Na prática, o PET-PSMA permite uma visão muito mais completa e precisa da doença, possibilitando tratamentos mais adequados e personalizados.


Como se preparar para o PET-PSMA?


A preparação é simples: não é necessário jejum na maioria dos protocolos; informe seu médico sobre medicamentos em uso (especialmente hormonioterapia); hidrate-se bem antes e após o exame; vista roupas confortáveis sem componentes metálicos; evite contato prolongado com crianças e gestantes nas primeiras horas após o exame.


Onde fazer PET-PSMA em São Paulo?


São Paulo conta com centros de medicina nuclear de referência que realizam o PET-PSMA com os radiofármacos mais avançados disponíveis (gálio-68 e flúor-18). A indicação e interpretação do exame devem ser feitas em conjunto com seu urologista oncologista, que saberá integrar os achados de imagem ao contexto clínico para orientar as melhores decisões terapêuticas.


Na Clínica Uro Onco, o Dr. Bruno Benigno orienta seus pacientes sobre quando o PET-PSMA é indicado, solicita o exame nos centros mais qualificados de São Paulo e interpreta os resultados no contexto individualizado de cada caso — sempre baseado em diretrizes internacionais e evidências científicas atualizadas.


Tem dúvidas? Agende uma avaliação com o Dr. Bruno Benigno: http://bit.ly/2WMMiCI


Se este conteúdo foi útil, compartilhe com quem precisa.


Referências Bibliográficas


1. Combes AD, Palma CA, Calopedos R, et al. PSMA PET-CT in the Diagnosis and Staging of Prostate Cancer. Diagnostics. 2022;12(11):2594. Acesse o estudo original


2. Fendler WP, Eiber M, Beheshti M, et al. PSMA PET/CT: joint EANM procedure guideline/SNMMI procedure standard for prostate cancer imaging 2.0. Eur J Nucl Med Mol Imaging. 2023;50(5):1466-1486. Acesse o estudo original


Sobre o autor — Dr. Bruno Benigno é urologista oncologista com mais de 1.500 cirurgias robóticas realizadas em hospitais de excelência em São Paulo (Sírio-Libanês, Oswaldo Cruz, Hospital Nove de Julho). CRM SP 126265 | RQE 60022. Especialista em câncer de próstata, rim e bexiga.


Este conteúdo tem caráter educativo e é baseado em evidências científicas atuais. Consulte um especialista para avaliação individual.



 
 
 

Comentários

Avaliado com 0 de 5 estrelas.
Ainda sem avaliações

Adicione uma avaliação
Hospital Oswaldo Cruz | Uro Onco Clínica Urologia e Oncologia | São Paulo
Hospital Sírio Libanês | Uro Onco Clínica Urologia e Oncologia | São Paulo
Hospital Nove de Julho | Uro Onco Clínica Urologia e Oncologia | São Paulo
Hospital Santa Catarina | Uro Onco Clínica Urologia e Oncologia | São Paulo
Hospital Vila Nova Star | Uro Onco Clínica Urologia e Oncologia | São Paulo

Rua Borges Lagoa 1070, Cj 131 | Cobertura 1 | 04038-002 | São Paulo - SP

©  2026 por Clínica Uro Onco. Responsável técnico: Dr. Bruno Benigno CRM SP: 126265 | REQ 60022 - CNPJ: 30.058.810/0001-60

bottom of page