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  • Dr. Bruno Benigno

Como expelir pedras no rim e bexiga?


Confira o vídeo em nosso canal do YouTube pelo link abaixo.


https://youtu.be/wctZ1qcVPgA


Pedra nos rins, ou cálculos renais, são uma condição que levam milhares de pessoas todos os anos ao urologista e atendimentos de urgência.

A grande maioria das pessoas não apresenta qualquer sintoma e descobrem o problema através de exames de rotina, como o ultrassom.



Um quadro agudo, conhecido como cólica renal, ocorre quando uma pedra se destaca do rim e caminha em direção a bexiga, podendo causar um bloqueio no fluxo de urina pelo ureter.

Dor, náusea, vômitos, calafrios e mal estar geral são os principais sintomas.

Em situações extremas, complicações, como nefrites, insuficiência renal e sepse podem ocorrer se o quadro não for identificado e tratado a tempo. Felizmente, tais eventos são muito pouco frequentes nos dias atuais.


Do que são feitas as pedras nos rins?

A principal substância nas pedras de rim é o oxalato de cálcio. Esta substância está presente em alimentos como: espinafre, a beterraba, o quiabo ou o cacau em pó, por exemplo, etc.

O oxalato se dissolve bem na urina. Entretanto, quando há uma grande quantidade de sal (cloreto de sódio), a ligação do oxalato com a água se rompe para dar espaço ao sódio, que é mais solúvel.

Isto leva a um depósito (precipitação) excessiva do oxalato e pode favorecer o surgimento de uma pedra.

Existem outros compostos que podem levar ao aparecimento de pedras nos rins, como o ácido úrico e aminoácidos como a cistina, por exemplo.

A deficiência de solubilizantes naturais, como o citrato, pode acelerar o processo de formação de pedras. Esta anormalidade pode ser corrigida quando identificada pelo urologista.


O que fazer para expelir uma pedra no rim?

Dieta balanceada, ingestão abundante de água e pouco sal na alimentação são as medidas mais eficientes para evitar as pedras.

Uma vez formadas, podem ser destruídas por métodos não invasivos, como medicações que dissolvem as pedras de ácido úrico (o alopurinol) ou através da litotripsia externa.

A litotripsia externa é um procedimento feito sob sedação, onde um equipamento que emite ondas de som de alta frequência, é posicionado sobre a pele e transmite energia cinética focalizada no centro da pedra. Isto leva à fragmentação e favorece a eliminação sem a necessidade de cirurgia.

A limitação a este método é um risco aumentado de os fragmentos provocarem uma obstrução do fluxo de urina, o que leva ao quadro de cólica renal.

A litotripsia interna é um procedimento cirúrgico realizado por um urologista, que utiliza uma fibra de aproximadamente 7 mm de calibre para acessar o interior do rim, através da uretra. O procedimento é feito sob anestesia.

Uma fina fibra de laser é utilizada para a fragmentação das pedras e os fragmentos são aspirados pelo aparelho ou removidos com pinças especiais.

A taxa de sucesso da litotripsia interna é maior, quando comparada aos métodos externos.


Viva com saúde e consulte seu urologista.


Até mais


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©  2019 por Clínica Uro Onco. Responsável técnico: Dr. Bruno Benigno CRM SP: 126265

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