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Blog · Pedra no rim

Litotripsia percutânea para o tratamento do cálculo renal coraliforme.

Os cálculos renais, ou pedras nos rins, são uma condição muito frequente no mundo inteiro. Estima-se que aproximadamente 60% da população é…

Por Dr. Bruno Benigno · Uro-oncologista · CRM-SP 126.265Publicado em 05 de maio de 2020Atualizado em 05/05/20203 min de leitura

Tratamento do cálculo renal coraliforme

Os cálculos renais, ou pedras nos rins, são uma condição muito frequente no mundo inteiro. Estima-se que aproximadamente 60% da população é portadora desta condição.

Cerca de 80% de todas as pessoas que possuem cálculos renais não apresentam qualquer sintoma. (1)

Cálculos renais de até 7 mm costumam ser observados ou submetidos ao tratamento clínico, como mudança de hábitos alimentares ou a utilização de medicações que equilibram a composição da urina.

Alguns cálculos, como os formados de ácido úrico, podem ser dissolvidos com utilização de medicações (alopurinol). Contudo, a grande maioria dos cálculos não responde a tratamentos naturais ou medicações industrializadas e necessitam ser tratados de forma cirúrgica.

A cirurgia conhecida como nefrolitotripsia percutânea é uma técnica utilizada para o tratamento de cálculos renais acima de 2 cm, conhecidos como coraliformes, uma vez que assumem a forma de um molde dos cálices que coletam a urina, se assemelhando a um coral. (2)

O procedimento é realizado por um urologista em um centro cirúrgico, sob anestesia geral, através de uma pequena incisão de aproximadamente 3 cm  na região lateral das costas do paciente. (3) O cirurgião dilata um trajeto de aproximadamente 7 cm, que vai da pele até o cálice do rim acometido, instala um dispositivo conhecido como bainha, por onde uma micro câmera é introduzida para visualização do cálculo.  (1)

Após a identificação do cálculo, a destruição mecânica pode ser atingida utilizando energia a laser ou a vibração de ondas ultrassônicas, levando à pulverização e favorecendo a aspiração dos pequenos fragmentos.

O preparo para a cirurgia

O preparo para a cirurgia obedece os mesmos critérios para um procedimento de médio porte, como avaliação cardiológica e anestésica; realização de exames cardiológicos e laboratoriais,  assim como exames de imagem como a tomografia.

É necessário um jejum de 8 horas antes do procedimento e não há necessidade de remoção dos pelos na região das costas, mesmo preparo intestinal.

Importante levar todos os exames pré-operatórios no dia do procedimento,  Assim como recomenda-se ter um acompanhante para o signo pós-operatório.

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Na Clínica Uro Onco, a consulta para cálculo renal também revisa sua saúde urológica como um todo — com foco especial na prevenção e no diagnóstico precoce dos cânceres de próstata, bexiga e rim:

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A cirurgia

O procedimento é feito em centro cirúrgico, sob anestesia geral e tem a duração aproximada de duas a três horas.

Após o procedimento, o paciente será encaminhado para sala de recuperação anestésica, onde é observado por aproximadamente 2 horas e liberado em seguida para pós-operatório em seu quarto.

A alimentação é liberada no mesmo dia e não é necessário ficar restrito ao leito.  A movimentação é recomendada e estimulada pelo time que fisioterapia.

Tempo de internação

O tempo médio de internação após a cirurgia é de 36 a 48 horas.

O pós operatório

Ao final da cirurgia o urologista implanta um fino dreno siliconado (a nefrostomia) pelo trajeto criado pela bainha da região externa da pele até o sistema coletor de urina no rim.  O dreno tem a finalidade de evitar a formação de coágulos que possam dificultar a drenagem adequada da urina pós-operatório.

O dreno  é removido de forma indolor, sem a necessidade de uma nova intervenção no centro cirúrgico. O paciente recebe alta para casa com orientações de curativo nesta região.

Em algumas situações, é necessário o implante de um cateter siliconado (cateter de duplo J) do rim até a bexiga, para facilitar a drenagem de pequenos fragmentos de cálculo residuais. O cateter pode permanecer por apenas alguns dias e pode ser removido tracionando um fino fio de nylon em sua extremidade, exteriorizado pela uretra. Em alguns casos pode ser necessário a premência do cateter por um tempo prolongado, de dois a três meses, a depender do caso.

A remoção do cateter é um procedimento simples, feito com sedação e anestesia local, em clínica especializada ou ambiente em hospitalar.

No pós-operatório, é comum a utilização de antibióticos e medicações para controle da dor.

Febre, mal-estar geral, calafrios e perda do apetite não são sintomas esperados e devem ser comunicadas imediatamente a equipe cirúrgica. (4)

Video 1: é possível eliminar um cálculo renal de 9 mm sem cirurgia?

Video 2: 10 perguntas importantes sobre pedras nos rins. Prevenção e tratamento

Escrito por:

Dr. Bruno Benigno

Urologista | Tratamento do cálculo renal | Cirurgia Robótica

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1. Astolfi RH, Carrera R, Gattas N, Bertolla R, Sepulveda F, Reggio E, et al. Current scenario of endourological treatment of kidney stones in brazil: results of a national survey. Int Braz J Urol Off J Braz Soc Urol. junho de 2020;46(3):400–8.

2. Torricelli FCM, Monga M. Staghorn renal stones: what the urologist needs to know. Int Braz J Urol Off J Braz Soc Urol. 15 de março de 2020;46.

3. Wu Y, Xun Y, Lu Y, Hu H, Qin B, Wang S. Effectiveness and safety of four tract dilation methods of percutaneous nephrolithotomy: A meta-analysis. Exp Ther Med. abril de 2020;19(4):2661–71.

4. Wagenius M, Borglin J, Popiolek M, Forsvall A, Stranne J, Linder A. Percutaneous nephrolithotomy and modern aspects of complications and antibiotic treatment. Scand J Urol. abril de 2020;54(2):162–70.

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Urologista e cirurgião uro-oncológico (CRM-SP 126.265 · RQE 60022). Mais de 1.500 cirurgias robóticas. Membro da AUA, EAU e SBU. Conheça o Dr. Bruno · Na mídia

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