O vídeo começa no trecho da entrevista (22:31). A reportagem completa começa em 21:41.
Sobre a reportagem da BandNews FM
Reportagem de Bruna Teixeira no programa BandNews no Fim de Tarde (BandNews FM Brasília, 21/10/2026), com o comentário do Dr. Bruno Benigno. Duração: 1 minuto e 45 segundos.
O que o Dr. Bruno Benigno disse à BandNews FM: “Para o sistema público, é uma das maiores conquistas recentes no tratamento oncológico. O desafio agora é garantir que o remédio chegue, de fato, a quem precisa. É um avanço concreto, uma conquista baseada em evidência científica, que aproxima o SUS do que já é tratamento padrão no mundo inteiro. Para o paciente e para nós, isso significa mais tempo de vida, com qualidade.”
Veja também esta e outras participações do Dr. Bruno Benigno na imprensa em Na Mídia.
Resposta rápida: Desde a semana de 20 de outubro de 2026, o SUS passou a oferecer nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia, para 13 indicações e mais de 116 mil pacientes. Três deles tratam tumores urológicos: a abiraterona, para o câncer de próstata, e o sunitinibe e o pazopanibe, para o câncer de rim metastático. Em entrevista à BandNews FM, o urologista Dr. Bruno Benigno classificou a medida como um avanço concreto e baseado em evidência científica, e apontou o desafio que vem agora: fazer o remédio chegar, de fato, a quem precisa.
Quem trata um câncer avançado pelo SUS muitas vezes ouviu que existia um remédio melhor, usado no mundo todo, mas que ainda não estava disponível na rede pública. A notícia desta semana muda esse cenário para parte dos pacientes, e é natural que surjam dúvidas: o meu remédio está na lista? Onde eu consigo? Vale para o meu caso?
No dia 21 de outubro de 2026, o Dr. Bruno Benigno (CRM-SP 126265 · RQE 60022), urologista com atuação em uro-oncologia e cirurgia robótica e fundador da Clínica Uro Onco, em São Paulo, comentou o tema ao vivo no programa BandNews no Fim de Tarde, da BandNews FM Brasília. Neste artigo você ouve a entrevista e entende, em linguagem simples, o que os novos remédios contra o câncer no SUS significam para quem trata câncer de próstata e de rim.
Atualizado em 23 de outubro de 2026 · Revisão médica: Dr. Bruno Benigno, urologista (CRM-SP 126265)
Pontos-chave deste artigo
- O Ministério da Saúde começou a oferecer nove novos medicamentos oncológicos no SUS em outubro de 2026, para 13 indicações.
- A oferta começa em 20 centros de tratamento, em 16 estados e no Distrito Federal, e deve chegar aos demais serviços até o fim do ano.
- Para o câncer de próstata, entra a abiraterona; para o câncer de rim metastático, o sunitinibe e o pazopanibe.
- Grandes estudos mostraram que a abiraterona, somada ao bloqueio hormonal, reduz em cerca de um terço o risco de morte no câncer de próstata avançado.
- Para o Dr. Bruno Benigno, o avanço é real, mas o desafio agora é o acesso: o remédio precisa chegar a quem precisa.
- A indicação de cada remédio é individual e depende do estágio da doença; a conversa deve ser feita com o médico que acompanha o paciente.
Quais são os nove remédios contra o câncer que chegaram ao SUS?
São nove medicamentos de alta tecnologia, que cobrem 13 indicações em diferentes tipos de câncer, segundo o Ministério da Saúde. De acordo com o governo, parte deles já estava incorporada ao SUS havia anos, mas sem oferta efetiva nos serviços: a novidade é a compra centralizada e a distribuição aos centros de tratamento.
| Medicamento | Tipo de câncer (indicação anunciada) |
| Abiraterona | Próstata: metastático sensível à hormonioterapia e resistente à hormonioterapia |
| Sunitinibe | Rim: carcinoma de células claras metastático; GIST após falha do imatinibe |
| Pazopanibe | Rim: carcinoma de células claras metastático |
| Trastuzumabe | Estômago e junção gastroesofágica |
| Abemaciclibe | Mama (receptor hormonal positivo, HER2 negativo) |
| Gefitinibe | Pulmão de não pequenas células, primeira linha |
| Rituximabe | Leucemia linfocítica crônica e linfomas |
| Lanreotida | Tumores neuroendócrinos |
| Alfatirotropina (TSH recombinante) | Tireoide diferenciado, quando há indicação de iodo radioativo |
Na prática: três dos nove remédios tratam tumores urológicos, a área em que o Dr. Bruno Benigno atua. A oferta começa em 20 centros, em 16 estados e no Distrito Federal (incluindo São Paulo), e a meta do Ministério é chegar a todos os serviços de oncologia até o fim de 2026.
O que o Dr. Bruno Benigno disse à BandNews FM?
Ele destacou três pontos. Primeiro, que a medida é uma das maiores conquistas recentes no tratamento oncológico do sistema público. Segundo, que é um avanço baseado em evidência científica, que aproxima o SUS do que já é tratamento padrão no mundo. Terceiro, e mais importante para o paciente: o desafio agora é garantir que o remédio chegue, de fato, a quem precisa.
Na prática: ter o remédio na lista é o primeiro passo. O benefício só acontece quando o diagnóstico é feito a tempo, o paciente chega ao centro de tratamento e o médico consegue prescrever e dispensar o medicamento sem atraso. A reportagem completa, de Bruna Teixeira, também trouxe outras medidas anunciadas pelo Ministério: rastreamento do câncer de intestino com 400 mil testes imunoquímicos fecais, teste de DNA-HPV para o câncer do colo do útero e o custeio de cirurgias videotorácicas oncológicas.
Programa completo (59 minutos): a reportagem começa em 21:41 e a fala do Dr. Bruno Benigno vai de 22:39 a 23:07.
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Agendar pelo WhatsApp Guia do câncer de próstataO que muda para quem tem câncer de próstata?
A principal mudança é a oferta da abiraterona, um comprimido de hormonioterapia de nova geração que bloqueia a produção dos hormônios masculinos que alimentam o tumor. Ela é usada junto com um corticoide (prednisona) e com o bloqueio hormonal convencional.
No estudo LATITUDE, publicado no New England Journal of Medicine, 1.199 homens com câncer de próstata metastático recém-diagnosticado e de alto risco receberam bloqueio hormonal com ou sem abiraterona. O tempo até a doença voltar a crescer nos exames passou de 14,8 para 33,0 meses, e o risco de morte caiu 38% (razão de risco 0,62) [1]. No estudo STAMPEDE, com 1.917 homens que iniciavam o bloqueio hormonal, a abiraterona reduziu o risco de morte em 37% (razão de risco 0,63) [2].
Na prática: para o homem com câncer de próstata avançado, a abiraterona representa mais tempo de controle da doença e mais tempo de vida. Ela exige acompanhamento de pressão arterial, potássio e exames do fígado, e nem todo paciente tem indicação. As diretrizes internacionais (EAU, AUA e NCCN) também citam outras opções da mesma família, como enzalutamida, apalutamida e darolutamida; a escolha é individual. Para um guia completo sobre o tema, leia Abiraterona no SUS: o que muda no câncer de próstata em 2026.
E para quem tem câncer de rim avançado?
Para o câncer de rim do tipo células claras que já se espalhou (metastático), o SUS passa a oferecer o sunitinibe e o pazopanibe. São comprimidos da classe dos inibidores de tirosina-quinase, que dificultam a formação dos vasos sanguíneos que nutrem o tumor.
Em um estudo com 750 pacientes publicado no New England Journal of Medicine, o sunitinibe dobrou o tempo sem progressão da doença em relação ao tratamento anterior com interferon (11 contra 5 meses) e aumentou a taxa de resposta do tumor de 6% para 31% [3]. No estudo COMPARZ, com 1.110 pacientes, o pazopanibe teve eficácia semelhante à do sunitinibe, com perfil diferente de efeitos colaterais: menos fadiga, menos síndrome mão-pé e menos queda de plaquetas, porém mais alteração das enzimas do fígado [4].
Na prática: quem tem câncer de rim metastático passa a ter, na rede pública, remédios orais com benefício comprovado. As diretrizes atuais também incluem combinações com imunoterapia para muitos pacientes; a definição do melhor tratamento depende do risco, da função dos rins e das outras doenças de cada pessoa. Quando o tumor do rim é localizado, o tratamento costuma ser cirúrgico, muitas vezes preservando o rim, como explicamos em câncer de rim, nódulos e cistos.
Como o paciente do SUS consegue esses remédios?
O caminho é pelo próprio serviço de oncologia onde o paciente já faz o tratamento. Esses medicamentos não são retirados em farmácia comum: o médico que acompanha o caso avalia a indicação, faz a prescrição e o centro de tratamento solicita e dispensa o remédio.
- Leve ao seu médico os exames mais recentes, o laudo da biópsia e os exames de imagem.
- Pergunte se o seu caso se enquadra em uma das indicações anunciadas.
- Confirme se o seu centro de tratamento já está entre os 20 primeiros ou quando deve receber o medicamento.
- Não interrompa o tratamento atual por conta própria enquanto aguarda a avaliação.
Na prática: se o seu centro ainda não recebeu o remédio, a expectativa do Ministério é que a oferta chegue aos demais serviços até o fim do ano. Uma segunda opinião com um especialista em uro-oncologia pode ajudar a entender as opções disponíveis para o seu estágio de doença.
Quiz: verdade ou mito?
Leia cada afirmação, pense se é verdade ou mito e toque nela para ver a resposta.
1. O SUS passou a oferecer nove novos medicamentos de alta tecnologia contra o câncer em outubro de 2026. Verdade ou mito?
VERDADE. Segundo o Ministério da Saúde, são nove medicamentos para 13 indicações, com mais de 116 mil pacientes beneficiados.
2. Qualquer pessoa com câncer de próstata pode começar a tomar abiraterona. Verdade ou mito?
MITO. A abiraterona tem indicações específicas, principalmente na doença avançada, e exige acompanhamento médico de pressão, potássio e fígado.
3. Os remédios estarão em todos os hospitais do SUS desde o primeiro dia. Verdade ou mito?
MITO. A oferta começa em 20 centros de 16 estados e do DF e deve chegar aos demais serviços até o fim do ano.
4. O sunitinibe e o pazopanibe são usados no câncer de rim metastático. Verdade ou mito?
VERDADE. Os dois são indicados para o carcinoma de células claras do rim que já se espalhou, e o sunitinibe também para o GIST após falha do imatinibe.
5. Ter o remédio disponível resolve tudo; o diagnóstico precoce deixa de ser importante. Verdade ou mito?
MITO. O diagnóstico precoce continua sendo decisivo. Como disse o Dr. Bruno Benigno, o desafio é fazer o remédio chegar a quem precisa, e isso começa por diagnosticar a tempo.
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- PSA alterado ou subindo em exames seguidos.
- Diagnóstico recente de câncer de próstata, de rim ou de bexiga e dúvida sobre as opções de tratamento.
- Câncer de próstata em tratamento hormonal com PSA voltando a subir.
- Nódulo ou massa no rim visto em ultrassom ou tomografia.
- Sangue na urina, mesmo que tenha acontecido uma única vez.
- Desejo de uma segunda opinião antes de iniciar ou trocar um tratamento.
Você ou alguém da sua família está em tratamento e ficou com dúvidas sobre esses remédios? Fale com a equipe da Clínica Uro Onco. O atendimento é presencial em São Paulo ou por teleconsulta, para pacientes de todo o Brasil.
Perguntas frequentes
Quando os novos remédios contra o câncer começaram a ser oferecidos no SUS?
A oferta começou na semana de 20 de outubro de 2026, segundo o Ministério da Saúde. Inicialmente, os medicamentos estão em 20 centros de tratamento, em 16 estados e no Distrito Federal, e a previsão é chegar aos demais serviços de oncologia até o fim de 2026.
Quais remédios do SUS são para câncer de próstata e de rim?
Para o câncer de próstata, a abiraterona, indicada na doença metastática sensível à hormonioterapia e na doença resistente à hormonioterapia. Para o câncer de rim metastático do tipo células claras, o sunitinibe e o pazopanibe.
O que o Dr. Bruno Benigno disse na entrevista à BandNews FM?
O urologista Dr. Bruno Benigno afirmou que a medida é uma das maiores conquistas recentes no tratamento oncológico do sistema público, um avanço concreto e baseado em evidência científica que aproxima o SUS do tratamento padrão no mundo. Ele alertou que o desafio agora é garantir que o remédio chegue, de fato, a quem precisa, e que para o paciente isso significa mais tempo de vida, com qualidade.
Em que minuto do vídeo da BandNews o Dr. Bruno Benigno aparece?
No vídeo do programa BandNews no Fim de Tarde de 21 de outubro de 2026, no canal da Band Brasília no YouTube, a reportagem sobre os medicamentos começa em 21:41, o nome do Dr. Bruno Benigno é citado em 22:31 e a fala dele vai de 22:39 a 23:07.
Preciso ir a uma farmácia para pegar a abiraterona pelo SUS?
Não. Os medicamentos oncológicos de alta tecnologia são prescritos e dispensados pelo serviço de oncologia que acompanha o paciente. O primeiro passo é conversar com o médico responsável pelo tratamento, levando os exames mais recentes.
Quem trata pelo plano de saúde ou de forma particular é afetado pela mudança?
A medida vale para a rede pública. Quem trata pelo plano de saúde ou de forma particular continua seguindo as regras de cobertura do plano e a indicação do médico. Em qualquer caso, a escolha do tratamento depende do estágio da doença e deve ser individualizada.
Sobre o autor
Dr. Bruno Benigno é urologista e uro-oncologista, fundador da Clínica Uro Onco, com mais de 1.500 cirurgias robóticas realizadas em hospitais de excelência em São Paulo (Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Sírio-Libanês, Nove de Julho, Beneficência Portuguesa e Hospital Santa Catarina). Atua em câncer de próstata, rim e bexiga e em cirurgias minimamente invasivas. CRM-SP 126265 | RQE 60022.
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Referências bibliográficas
- Fizazi K, Tran N, Fein L, et al. Abiraterone plus prednisone in metastatic, castration-sensitive prostate cancer. N Engl J Med. 2017;377(4):352-360. doi:10.1056/NEJMoa1704174. Acesse o estudo original
- James ND, de Bono JS, Spears MR, et al. Abiraterone for prostate cancer not previously treated with hormone therapy. N Engl J Med. 2017;377(4):338-351. doi:10.1056/NEJMoa1702900. Acesse o estudo original
- Motzer RJ, Hutson TE, Tomczak P, et al. Sunitinib versus interferon alfa in metastatic renal-cell carcinoma. N Engl J Med. 2007;356(2):115-124. doi:10.1056/NEJMoa065044. Acesse o estudo original
- Motzer RJ, Hutson TE, Cella D, et al. Pazopanib versus sunitinib in metastatic renal-cell carcinoma. N Engl J Med. 2013;369(8):722-731. doi:10.1056/NEJMoa1303989. Acesse o estudo original
Este conteúdo tem caráter educativo e é baseado em evidências científicas atuais. Não substitui a consulta médica. Consulte um especialista para avaliação individual.
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