Ir para o conteúdo
Uro-oncologia · Cirurgia robótica · São PauloPresencial e telemedicina · WhatsApp (11) 99590-1506 · Tel. (11) 2769-3929
Letra
Blog · Câncer de próstata

Saúde do homem: o que o Dr. Bruno Benigno explicou na Rede Vida

No programa Vida Melhor, da Rede Vida, o urologista Dr. Bruno Benigno explicou como a inteligência artificial já ajuda no câncer de próstata e por que sono, testosterona, jato urinário e ereção dizem muito sobre a saúde do homem.

Por Dr. Bruno Benigno · Uro-oncologista · CRM-SP 126.265Publicado em 14 de outubro de 20266 min de leitura

Muitos homens só procuram o médico quando o problema já incomoda — e, no câncer de próstata, isso pode ser tarde. Foi com esse alerta que a apresentadora do Vida Melhor, da Rede Vida, recebeu o urologista Dr. Bruno Benigno (CRM-SP 126.265 · RQE 60022), cirurgião uro-oncológico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, mestre em Oncologia, membro titular do iURO e com mais de 1.500 cirurgias robóticas realizadas.

Ao vivo, em rede nacional, ele explicou como a inteligência artificial já ajuda no tratamento do câncer de próstata e por que a saúde do homem vai muito além da próstata: sono, testosterona, jato urinário e ereção dão sinais importantes sobre o corpo inteiro. Abaixo, reunimos os principais pontos da entrevista em linguagem simples — e o que você pode fazer com essas informações.

A inteligência artificial já ajuda no câncer de próstata?

Um telespectador cujo pai teve câncer de próstata perguntou se a inteligência artificial (IA) já consegue encontrar a doença mais cedo. A resposta do Dr. Bruno foi honesta: ainda não. Hoje, a IA não faz o diagnóstico sozinha. Onde ela já faz diferença é depois do diagnóstico, ajudando a estimar se o tumor é mais ou menos agressivo e se o paciente precisa de tratamentos complementares.

Um estudo publicado em 2026 na revista Annals of Oncology, com mais de 1.100 pacientes de dois ensaios clínicos do programa STAMPEDE, mostrou que um modelo de IA que analisa as lâminas da biópsia identificou os homens que realmente se beneficiavam de um medicamento a mais: nesse grupo, a chance de ficar livre de metástase em cinco anos subiu de 62% para 81% [4]. Na prática, a IA ajuda o médico a oferecer o tratamento certo para quem precisa — e a poupar efeitos colaterais de quem não precisa.

Câncer de próstata: por que o check-up salva vidas

O câncer de próstata é, para os homens, o equivalente ao câncer de mama para as mulheres. Segundo o INCA, são mais de 70 mil novos casos por ano no Brasil. O problema, nas palavras do Dr. Bruno, é que a doença é silenciosa: “é o surfista tranquilo num dia de sol, com o tubarão embaixo d’água”. Quando aparecem sintomas, muitas vezes ela já está avançada.

Por isso, o urologista faz a busca ativa. No programa, o Dr. Bruno explicou que a avaliação deve começar:

  • a partir dos 45 anos para a maioria dos homens;
  • a partir dos 40 anos para homens negros ou que tiveram pai ou irmão com câncer de próstata.

A consulta inclui conversa, exame físico, a dosagem do PSA no sangue e, se o paciente permitir, o toque retal. O toque não faz o diagnóstico sozinho, mas pode identificar um nódulo e indicar a ressonância magnética. A biópsia continua sendo a única forma de confirmar ou afastar o câncer — e só é indicada quando os exames mostram necessidade.

Mensagem principal: o urologista não é o médico só da próstata — é o médico do homem, em todas as fases da vida.

Testosterona baixa: por que a causa importa mais que a injeção

Muitos homens chegam ao consultório com cansaço, queda de libido e dificuldade de ereção, esperando uma “receita milagrosa” de testosterona. O Dr. Bruno chamou atenção para a pergunta que quase ninguém faz: por que a testosterona está caindo? Na maioria das vezes, a resposta está no sono ruim, na apneia, no sedentarismo e na obesidade.

Uma meta-análise publicada na revista Sleep and Breathing, reunindo 24 estudos, confirmou que homens com apneia obstrutiva do sono têm níveis de testosterona significativamente mais baixos do que homens sem apneia [2]. Ou seja: tratar o sono pode ser o primeiro passo para recuperar disposição, libido e controle do peso — antes de qualquer hormônio.

Sono, apneia e obesidade: um ciclo vicioso

A perda da ereção matinal pode ser o primeiro sinal de sono de má qualidade. A obesidade reduz a testosterona, que favorece mais ganho de peso, que piora a respiração e o sono — e o ciclo continua, chegando ao diabetes. Por isso, o Dr. Bruno começa pelo sono: investiga apneia (inclusive com polissonografia feita em casa), pernas inquietas e idas noturnas ao banheiro causadas pela próstata. Depois ajusta alimentação e atividade física, aos poucos.

Reposição hormonal por conta própria é perigosa

Usar testosterona “para a academia”, sem avaliação, é um risco. Uma revisão publicada no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, com dados do grande estudo TRAVERSE, mostrou que a reposição é segura para a próstata em homens com deficiência confirmada e previamente avaliados para câncer de próstata, com acompanhamento do PSA [3]. A segurança depende justamente dessa avaliação: em quem já tem um câncer de próstata não diagnosticado, a reposição não deve ser feita.

Precisa de uma avaliação especializada?

Diagnóstico preciso, plano individualizado e equipe integrada — cirurgia robótica, oncologia clínica e reabilitação no mesmo lugar. Presencial em São Paulo ou telemedicina.

Agendar pelo WhatsApp Guia do câncer de próstata

Jato urinário fraco não é “coisa da idade”

A telespectadora Celeste contou que o marido vai ao banheiro várias vezes e urina pouco, e ele acha normal para a idade. A resposta foi direta: não é normal. Urinar deve ser um ato de relaxamento. Jato fraco, entrecortado e sensação de bexiga cheia são sinais de obstrução — muitas vezes pela próstata aumentada — e devem ser investigados, porque a bexiga pode estar sobrecarregada sem que o homem perceba.

Disfunção erétil pode ser o primeiro aviso do coração

Um telespectador de 51 anos perguntou, pela primeira vez, se problemas de ereção podem indicar outra doença. Sim. A artéria que irriga o pênis tem cerca de um terço do calibre da artéria coronária do coração, por isso tende a sofrer antes com as placas de gordura da aterosclerose.

Uma revisão de revisões sistemáticas publicada no BJU International mostrou que homens com disfunção erétil têm risco 45% maior de doença cardiovascular e 55% maior de infarto, e que a disfunção erétil normalmente aparece antes dos sintomas do coração [1]. Em termos simples: a dificuldade de ereção pode ser um aviso com anos de antecedência — uma chance de prevenir um infarto, se o homem tiver coragem de contar ao médico.

Remédios para ereção são seguros?

Medicamentos como sildenafila e tadalafila estão no mercado há mais de 20 anos e não causam infarto. O risco está no uso sem avaliação, em homens com doença cardíaca não diagnosticada, e na combinação com nitratos (remédios para angina, como o Isordil), que pode provocar uma queda perigosa da pressão. Com avaliação do urologista, o uso é seguro.

O que levar desta entrevista

  1. Tenha um urologista “para chamar de seu” e faça uma avaliação uma vez por ano.
  2. Comece o check-up da próstata aos 45 anos — ou aos 40, se houver risco familiar ou se você for negro.
  3. Não faça reposição de testosterona por conta própria; investigue a causa.
  4. Ronco, sono ruim, jato fraco e dificuldade de ereção são sinais — não “coisas da idade”.
  5. No consultório, fale abertamente: o atendimento é protegido pelo sigilo médico.

Quer ver outras entrevistas do Dr. Bruno na TV, rádio e jornais? Acesse a página Na Mídia. Para entender todas as etapas do diagnóstico e do tratamento, leia o guia do câncer de próstata.


Sobre o autor

Dr. Bruno Benigno é urologista e cirurgião uro-oncológico, com mais de 1.500 cirurgias robóticas realizadas em hospitais de excelência de São Paulo (Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Sírio-Libanês e Hospital Nove de Julho). CRM-SP 126.265 · RQE 60022. Especialista em câncer de próstata, rim e bexiga, membro da AUA, da EAU e da SBU.

Se este conteúdo foi útil, compartilhe com quem precisa — muitas vezes é a esposa, o filho ou um amigo que convence o homem a cuidar da saúde. Tem dúvidas? Agende uma avaliação com o Dr. Bruno Benigno, presencial em São Paulo ou por telemedicina.

Agendar avaliação com o Dr. Bruno Benigno


Referências bibliográficas

  1. Mostafaei H, Mori K, Hajebrahimi S, et al. Association of erectile dysfunction and cardiovascular disease: an umbrella review of systematic reviews and meta-analyses. BJU International. 2021;128(1):3-11. Acesse o estudo original · DOI
  2. Wang H, Lu J, Xu L, et al. Obstructive sleep apnea and serum total testosterone: a system review and meta-analysis. Sleep and Breathing. 2023;27(3):789-797. Acesse o estudo original · DOI
  3. Bhasin S, Thompson IM. Prostate risk and monitoring during testosterone replacement therapy. Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism. 2024;109(8):1975-1983. Acesse o estudo original · DOI
  4. Parker CTA, Huang HC, Grist E, et al. Multimodal artificial intelligence prediction of abiraterone efficacy in two STAMPEDE phase III trials of nonmetastatic very high-risk prostate cancer. Annals of Oncology. 2026;37(10):1334-1344. Acesse o estudo original · DOI

Este conteúdo tem caráter educativo e é baseado em evidências científicas atuais. Consulte um especialista para avaliação individual.

Mais de 1.000 avaliações de pacientes

Veja a opinião de quem já foi atendido pelo Dr. Bruno Benigno no Doctoralia.

Ver avaliações Agendar consulta

Avaliação uro-oncológica com o Dr. Bruno Benigno

Diagnóstico preciso, plano individualizado e equipe integrada — cirurgia robótica, oncologia clínica e reabilitação no mesmo lugar. Presencial em São Paulo ou telemedicina.

Agendar pelo WhatsApp Guia do câncer de próstata
Dr. Bruno Benigno

Dr. Bruno Benigno
Urologista e cirurgião uro-oncológico (CRM-SP 126.265 · RQE 60022). Mais de 1.500 cirurgias robóticas. Membro da AUA, EAU e SBU. Conheça o Dr. Bruno · Na mídia

Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente, com base nas diretrizes da AUA, EAU e NCCN.

Agendar