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  • Dr. Bruno Benigno

Terapia Sexual: quando devo procurar? | Como combater a disfunção erétil e a ejaculação precoce?


Assuntos como disfunção erétil e a busca por um sexólogo para uma melhora na qualidade da vida sexual são pouco debatidos - muitas vezes por serem um tabu - sendo preferível para muitos homens culpar o stress, a ansiedade, o excesso de trabalho, do que buscar a ajuda de um profissional ao se deparar com problemas nesse âmbito. A terapia sexual é uma grande aliada para superar esses obstáculos que não apenas afetam a vida sexual, como também outras áreas da vida, interferindo possivelmente na autoestima e em relações afetivas.


Em bate-papo com o Dr. Bruno Benigno, urologista especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, a Dra. Fernanda Robert, sexóloga e professora convidada pelo ProSex (núcleo especializado em medicina sexual da FMUSP), explica como funciona a terapia sexual, quem pode fazer e seus benefícios para tratar assuntos tão recorrentes na vida sexual masculina.


Todo psicólogo é sexólogo?


Em primeiro ponto é interessante esclarecer que não, nem todo psicólogo é sexólogo. É necessário ter uma habilitação para trabalhar na área da sexualidade, uma formação. Logo, não são todos os psicólogos que são habilitados para tratar desses tipos de casos.


Como é visto o tabu - o homem está mais aberto para procurar o atendimento psicológico para tratar quadros de problemas sexuais?


Apesar do que é tradicionalmente pensado, a Dra. Fernanda Robert afirma que sim, os homens estão mais abertos. É claro, ainda existe um tabu muito forte, relacionado tanto à falar sobre sexualidade quanto à buscar ajuda, o qual coloca o homem em uma situação de vulnerabilidade muitas vezes, até por existir um pré julgamento e uma ideia errada em relação à virilidade estar associada com ter ou manter uma ereção. Todavia, o problema do homem é visível.

Então, enquanto a mulher consegue driblar algumas situações, o problema relacionado ao homem (em grande maioria) não tem como ‘’esconder’’, já que a falha sexual é visível para ele e para a parceira, fazendo com que o mesmo chegue ao consultório buscando uma solução.

O homem procura um profissional para reclamar da falha da resposta sexual, a mulher normalmente se queixa da qualidade do ato.



Como funciona o diagnóstico?


O Dr. Bruno Benigno fala que, geralmente, os pacientes chegam em seu consultório já relatando quadros de disfunção erétil, onde os mesmos falam que não tem mais aquela pressão que costumavam ter, que não sustentam a ereção.

Em muitos casos, a ejaculação precoce está dentro desse processo ou esconde uma disfunção erétil: o homem acaba ejaculando rápido porque sabe que não vai sustentar aquela ereção por muito tempo.

O diagnóstico correto é importante pois muitas vezes homens com aumento de peso, em casos de síndrome metabólica, chegam no consultório do urologista demandando uma melhora no desempenho sexual, mas, na verdade eles tem apneia do sono, são cronicamente cansados e não tem energia para desempenhar no ato. Existem, também, muitas projeções feitas entre o que é um ‘’bom desempenho’’ e o que é a realidade, o que ocasiona, muitas vezes, ilusões nessa parte da vida do homem, o deixando preocupado e consequentemente o fazendo crer que há algum problema.


O Dr. ainda completa que primeira etapa é uma avaliação orgânica (diagnóstico urológico ou médico associado, exemplo: um diabetes que não foi compensado), mas é nessa consulta que ele já explica a necessidade e importância de um atendimento com uma profissional especializada como a Dra. Fernanda.



Como é a abordagem na terapia sexual?


Durante o bate papo com o Dr. Bruno, a Dra. Fernanda explica que sempre que um homem chega na clínica é feita uma avaliação psicológica (feita também em casos de psicoterapia) muito importante.

Por meio de instrumentos e métodos de avaliação (como as escalas de beck, por exemplo) podemos compor uma análise, ajudando o homem a se conhecer e entender como ele funciona do ponto de vista emocional, quais são suas características mais importantes, e o que pode estar acontecendo para ter esse quadro que o incomoda.

A partir desse momento podemos ver se existe a disfunção só do ponto de vista psicogênico (só emocional) ou do ponto de vista psicogênico e orgânico. Após todo esse processo, é preciso alinhar as necessidades que ele tem com as expectativas, tanto do ponto de vista subjetivo quanto objetivo. Então, se ele ainda está em algum tratamento (da perspectiva orgânica) é preciso juntá-lo com as expectativas na vida sexual que o mesmo tem, de forma que ele volte a vivenciar experiências positivas neste campo de sua vida, seja por uma melhora de autoestima, por reconhecer a própria qualidade do ato sexual, por alguma experiência ou ressignificando acontecimentos.


O que fazer primeiro? Se consultar com um urologista ou buscar a terapia sexual?


Não é necessário que o homem primeiro trate a questão orgânica e depois a psicológica, na verdade, é recomendado que ambos andem lado a lado no tratamento, indo em paralelo desde o começo, afinal, sempre que há uma questão orgânica, há também uma questão psicológica em conjunto.

A sexóloga ainda declara que, é possível sim que existam questões relacionadas apenas ao emocional, mas não tem como existir um quadro orgânico sem nenhum desencadeamento de problema psicológico envolvido, pois vai interferir no homem em termos de autoestima, de qualidade, de vivência. Quanto mais cedo esse homem procurar um processo de psicoterapia em relação às questões de sexualidade, maiores os ganhos que ele terá no processo e menos tempo ele passará vivenciando emoções negativas no ato sexual. Muitas vezes são as constantes experiências ou emoções ruins que tornam mais difícil para essa pessoa conseguir superar um quadro de disfunção sexual, pois ela logo associa a emoção que está sentindo a toda a relação sexual em si, o que pode ocasionar um comportamento de ‘’fuga esquiva’’: qualquer coisa que remeta ao ato sexual, a pessoa começa a criar situações e comportamentos que a ajudem a se distanciar cada vez mais da circunstância em questão.


O bate papo entre os especialistas citado na matéria está disponível abaixo no youtube, para saber mais sobre esse e outros temas é só acessar o canal:



Formas de contato da Dra. Fernanda Robert:

Celular - (11) 956777522

Email - fernandarcss@gmail.com

Instagram: @fernanda_robert_





Escrito por: Sofia Carnavalli l Assessoria de Imprensa do Dr. Bruno Benigno.

Contato: rp@clinicauroonco.com.br


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