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  • Dr. Bruno Benigno

Biópsia de próstata | Vigilância ativa e aumento do PSA após a prostatectomia - Urologista responde

O câncer de próstata é o mais comum entre os homens com mais de 50 anos. De acordo com estatísticas americanas, um em cada oito homens desenvolverá a doença até o final da vida.


Em seu canal do YouTube, o Dr. Bruno Benigno (CRM SP 126265), urologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz e diretor da Clínica Uro Onco, respondeu algumas perguntas sobre o assunto que pudessem abranger os mais variados estados da doença, desde a doença localizada até com metástases.


Confira o vídeo abaixo ou continue lendo para saber mais sobre o assunto.





O que é preciso para dar início a vigilância ativa do câncer de próstata?


A vigilância ativa é uma alternativa quando o câncer é de baixa agressividade e tem pouco risco de desenvolver metástases. Então, o paciente só é acompanhado, repete a biópsia e a ressonância uma vez por ano e a cada quatro meses o exame de PSA. Se o câncer começa a se desenvolver, o homem em questão começa a ser encaminhado para a radioterapia ou para a cirurgia.


A ressonância magnética é um ponto muito importante para o diagnóstico exato, pois o toque retal não é o suficiente para saber se o câncer cresceu ou não.


Posto isso, o Dr. esclarece no vídeo que antes de apenas ser encaminhado para a vigilância ativa, uma série de fatores precisam ser colocados em questão. Caso o paciente seja claustrofóbico, por exemplo, não consiga fazer a ressonância e no local onde ele mora for difícil realizar o procedimento com sedação, talvez a vigilância não seja um bom método.


O câncer voltou. Qual o processo agora para o novo procedimento?


No caso de uma recidiva bioquímica, que é quando o PSA começa a alterar no sangue mas o foco da doença ainda não foi localizado, uma cintilografia é solicitada exatamente para saber em que local do organismo o câncer está.

O exame de PET com PSMA é uma opção mais recente e tem uma resolução de 5 a 10 vezes melhor do que a cintilografia tradicional.

Se baseando em informações como a quanto tempo a cirurgia foi feita, quanto tempo a doença ficou controlada, qual a idade do paciente e se há algum problema de saúde, o urologista irá propor e analisar o tratamento mais adequado de acordo ao quadro, se precisará de uma nova cirurgia ou uma sessão de radioterapia ou não.


Por que o PSA aumentou mesmo após a retirada da próstata?


O Dr. Bruno explica que após a prostatectomia radical, 0,2 é o valor limite de normalidade do PSA, após esse número, pode ser considerado uma recidiva bioquímica (como explicado anteriormente).

Neste quadro, o procedimento é repetir o PSA para saber se o exame está correto ou se é um erro laboratorial. Em seguida, voltar em seu urologista que provavelmente pedirá uma cintilografia óssea ou o PET de PSMA, para tentar localizar onde o foco da doença voltou.

Pressão alta e câncer de próstata. Aumenta os riscos? O que esperar?


A pressão alta é um fator comum, segundo o médico, a maioria dos homens que vão para a cirurgia têm algum grau de hipertensão arterial. Mas hoje em dia, com a medicação e com as estratégias pré operatórias disponíveis, é possível realizar procedimentos cirúrgicos complexos com muita segurança.

Desde que bem avaliada antes do procedimento, a hipertensão não é um fator complicador para os casos de câncer.

A avaliação anestésica e cardiológica é muito importante, especialmente nestes casos e não pode ser ignorada.


Nós, da Clínica Uro Onco, seguimos à disposição sempre que necessário. É um prazer poder ajudar.

Caso restem algumas dúvidas, entre em contato conosco. Responderemos o mais rápido possível.



Escrito por: Sofia Carnavalli | Assessoria de Imprensa

do Dr. Bruno Benigno

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