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Blog · Câncer de bexiga

Definição de falha do BCG e seguimento de pacientes com câncer de bexiga.

O tratamento com a BCG é uma forma de imunoterapia utilizada há aproximadamente 40 anos no Brasil e no mundo.

Por Dr. Bruno Benigno · Uro-oncologista · CRM-SP 126.265Publicado em 13 de dezembro de 2021Atualizado em 05/01/20232 min de leitura

Embora 75% de todos os pacientes com câncer de bexiga descubram a doença em estágio superficial, 30% a 50% destes acabam progredindo para formas mais agressivas em um intervalo de até cinco anos.

Até o momento, a melhor forma de prevenir a evolução para formas mais invasivas é a aplicação da terapia com BCG após a raspagem do tumor pela uretra, procedimento conhecido como RTU da Bexiga.

O tratamento com a BCG é uma forma de imunoterapia utilizada há aproximadamente 40 anos no Brasil e no mundo. Tem como mecanismo de ação a estimulação do sistema imunológico do paciente, através do contato de partículas da bactéria com a parede que reveste internamente a bexiga.

Quando bem sucedida, reduz em até 50% o risco da doença retornar e evita a evolução para formas mais agressivas e invasivas em até 30% dos pacientes.

O tratamento pode variar de um a três anos, a depender das características de agressividade da doença no momento do diagnóstico.

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Os pacientes que não apresentam boa resposta com esta estratégia de tratamento estão sob maior risco de desenvolver em formas disseminadas da doença e perderem a janela de oportunidade de cura.

Em sua apresentação no Congresso Brasileiro de Urologia, que aconteceu de 12 a 15 de dezembro em Brasília-DF, o urologista Dr. Bruno Benigno (CRM SP. 126 265), diretor da Clínica Uro Onco e médico do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, São Paulo, definiu quais as melhores estratégias para a identificação dos pacientes com boa resposta ao tratamento com BCG, assim como destacou os critérios que devem ser utilizados para interromper esta estratégia conservadora e indicar o tratamento radical mais agressivo, a retirada completa da bexiga (cistectomia).

Ao final de sua apresentação, apresentou um resumo das principais áreas em desenvolvimento de novas estratégias para a identificação precoce da doença de alta agressividade, como:

  • Utilização de tecnologias como a cistoscopia com banda de luz estreita (narrow banding)
  • Cistoscopia com luz azul de alta definição (blue light cystoscopy - HAL)
  • Citologia urinária com a implementação de testes que investigam alterações no DNA na urina( FISH), capazes de identificar alterações invisíveis ao olho nu.
  • Avanço na classificação genética dos diversos tipos de tumores de bexiga.
  • Melhor entendimento sobre os mecanismos imunológicos envolvidos na resposta ao contato da BCG com a superfície da bexiga.
  • Incorporação e melhor entendimento dos mecanismos de ação de novos agentes imunoterápicos como alternativa à BCG.

Dr. Benigno deixa como mensagem o entusiasmo com o horizonte promissor e de muita inovação à frente, ressaltando os benefícios reais no aumento da expectativa de sobrevivência e diminuição dos efeitos adversos relacionados ao tratamento dos pacientes que lutam contra o câncer de bexiga.

Escrito por: Dr Bruno Benigno e Assessoria de Imprensa

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Dr. Bruno Benigno

Dr. Bruno Benigno
Urologista e cirurgião uro-oncológico (CRM-SP 126.265 · RQE 60022). Mais de 1.500 cirurgias robóticas. Membro da AUA, EAU e SBU. Conheça o Dr. Bruno · Na mídia

Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente, com base nas diretrizes da AUA, EAU e NCCN.

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