Impotência após cirurgia da próstata: o que é esperado e quando tratar
- Dr. Bruno Benigno

- 11 de jan.
- 3 min de leitura
A disfunção erétil após a cirurgia da próstata é uma das preocupações mais frequentes entre homens que enfrentam o tratamento do câncer de próstata. Em muitos casos, essa preocupação surge antes mesmo da cirurgia; em outros, aparece no pós-operatório, acompanhada de frustração, insegurança e dúvidas sobre o futuro.
Este conteúdo tem como objetivo esclarecer, com base na prática clínica:
O que é esperado nos primeiros meses após a cirurgia
O que não deve ser aceito como definitivo
Quando a reabilitação sexual faz diferença
E por que o acompanhamento especializado muda o desfecho
Sem promessas irreais. Sem tabu. Com informação clara e responsável.

A impotência após a prostatectomia é comum?
Sim. A disfunção erétil é frequente no período inicial após a prostatectomia radical. Isso acontece porque a cirurgia é realizada muito próxima aos nervos responsáveis pela ereção, mesmo quando há preservação cuidadosa dessas estruturas.
É importante entender que:
Frequente não significa permanente
A recuperação não é imediata
O tempo de melhora varia de paciente para paciente
👉 O ponto central não é “se” haverá dificuldade inicial, mas como ela será conduzida.

O que influencia a recuperação da ereção?
A recuperação da função erétil não depende de um único fator. Na prática, ela é determinada por um conjunto de elementos que precisam ser analisados de forma individual:
Função erétil antes da cirurgia
Idade do paciente
Preservação dos feixes nervosos
Técnica cirúrgica e experiência da equipe
Estratégia de reabilitação sexual no pós-operatório
📌 Por isso, comparar a evolução com relatos de outros pacientes costuma gerar mais ansiedade do que orientação.
Quando a dificuldade de ereção é esperada?
É considerado esperado que, após a cirurgia:
A ereção esteja ausente ou reduzida nas primeiras semanas
A resposta aos estímulos seja lenta ou incompleta
Haja necessidade de apoio terapêutico inicial
O erro mais comum é esperar passivamente por meses, acreditando que “o tempo resolve tudo”.
👉 Em muitos casos, o tempo sem estratégia joga contra a recuperação.

Por que a reabilitação sexual é tão importante?
A reabilitação sexual vai muito além da tentativa de “ter uma ereção”. Ela tem como objetivos:
Preservar a saúde do tecido peniano
Estimular a recuperação neurológica
Reduzir o risco de disfunção erétil persistente
Proteger autoestima, relacionamento e qualidade de vida
Hoje, existem protocolos estruturados e progressivos que, quando iniciados no momento adequado, aumentam significativamente as chances de recuperação funcional.
Quais são as opções de tratamento após a cirurgia?
O tratamento é sempre individualizado, podendo incluir:
Medicamentos orais
Estratégias de estímulo peniano
Terapias combinadas
Ajustes progressivos conforme a resposta do paciente
📌 Nem todo paciente precisa das mesmas abordagens — e isso é normal.
O mais importante é que o plano seja:
Personalizado
Iniciado no tempo certo
Monitorado ao longo da recuperação

Quando procurar ajuda especializada?
Você deve procurar avaliação urológica especializada se:
A dificuldade erétil persiste sem sinais de melhora
Há insegurança ou impacto emocional relevante
Não houve orientação estruturada no pós-operatório
Existem dúvidas sobre opções de tratamento
👉 A maioria dos casos tem alternativas terapêuticas, especialmente quando abordados precocemente.
O que não muda após a cirurgia
Alguns pontos importantes para tranquilizar o paciente:
O homem continua produzindo hormônios masculinos
O desejo sexual pode permanecer
A identidade masculina não é perdida
O que muda é a forma como o organismo se adapta após a cirurgia — e isso exige tempo, orientação e acompanhamento.
Em resumo
A disfunção erétil após a cirurgia da próstata é comum no início
Nem sempre é permanente
A reabilitação sexual faz diferença no resultado
Informação correta evita frustração e atraso no tratamento
Mais importante do que comparar experiências é entender:👉 como será a sua recuperação, de forma individualizada.
Próximo passo
Se você já realizou a cirurgia ou está se preparando para ela e quer entender quais estratégias são mais adequadas no seu caso, uma avaliação personalizada é fundamental.
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