PSA Subindo Após Cirurgia de Próstata: Entendendo a Recidiva e o Tratamento de Resgate
- Dr. Bruno Benigno

- 10 de dez.
- 3 min de leitura
Quando o exame de sangue traz a notícia que ninguém quer receber: o câncer pode ter voltado.
Imagine a situação: um paciente passa pela retirada da próstata (prostatectomia), acredita que o problema está resolvido, mas, anos depois, o PSA volta a subir. Essa é uma realidade que gera muita ansiedade em pacientes e familiares. O que fazer? Existe cura? Quais são as opções da medicina moderna?
Neste artigo, vamos explorar um estudo de caso real apresentado pelo Dr. Bruno Benigno (urologista e oncologista), detalhando a jornada de um paciente desde o diagnóstico inicial até o tratamento de uma recidiva com metástase.
O Cenário Inicial: Diagnóstico e Cirurgia
Para ilustrar, usaremos o caso de "Carlos" (nome fictício), um paciente de 65 anos. A jornada dele começou em 2021, quando um exame de rotina mostrou uma elevação abrupta do PSA (de 3.6 para 6.27).
Investigação: Após um toque retal sem alterações, uma Ressonância Magnética revelou uma lesão suspeita (PI-RADS 4), indicando 60% de chance de câncer.
Confirmação: A biópsia confirmou um adenocarcinoma de agressividade intermediária (Gleason 7), presente em vários fragmentos da próstata.
Tratamento Primário: Carlos foi submetido à cirurgia robótica para remoção da próstata em outubro de 2021.

A Surpresa do Pós-Cirúrgico
A análise completa da próstata removida trouxe dados cruciais que a biópsia não havia mostrado:
Agressividade maior: O tumor era, na verdade, um Gleason 4+3 (mais agressivo que o previsto).
Extensão: 40% da glândula estava comprometida.
Invasão: O câncer havia rompido a cápsula da próstata e invadido as vesículas seminais (estruturas ricas em vasos sanguíneos, o que aumenta o risco de células cancerígenas caírem na circulação).
Mesmo com esses fatores de risco, o paciente se recuperou bem e manteve o PSA "zerado" (indetectável) por quase dois anos.
O Alerta da Recidiva: Quando o PSA Volta a Subir
Em 2024, três anos após a cirurgia, o PSA de Carlos começou a subir rapidamente, atingindo 0.27.
Nota Importante: Após a retirada da próstata, espera-se que o PSA permaneça abaixo de 0,2. Quando ultrapassa esse valor, considera-se uma Recidiva Bioquímica, exigindo investigação imediata.
O Exame Decisivo: PET-PSMA
Para descobrir onde o câncer estava, foi realizado um PET-Scan com PSMA (um contraste específico para câncer de próstata). O exame revelou dois focos de metástase nos ossos (nas costelas).
Isso classificou o quadro como Oligometástase (quando há poucos focos de disseminação, geralmente até 4 ou 5).
A Estratégia de "Ataque Duplo": Radioterapia SBRT + Bloqueio Hormonal
Em vez de optar apenas por quimioterapia ou apenas bloqueio hormonal, a equipe médica escolheu uma abordagem combinada para tentar erradicar a doença preservando a qualidade de vida:
Bloqueio de Testosterona (ADT): Por 6 meses. O objetivo é retirar o "combustível" do câncer, já que as células tumorais se alimentam desse hormônio.
Radioterapia SBRT: Radioterapia de alta dose e precisão focada apenas nas lesões das costelas. O objetivo é destruir o DNA das células cancerígenas remanescentes.
Por que essa combinação?
A ideia é realizar uma "agressão dupla" ao tumor. Enquanto o bloqueio hormonal enfraquece as células globalmente, a radioterapia ataca os focos visíveis. Além disso, ao limitar o bloqueio hormonal a 6 meses, o médico busca evitar efeitos colaterais de longo prazo, como perda de massa muscular, risco cardiovascular e perda definitiva da libido.
Resultados e Conclusão
A resposta ao tratamento foi excelente. Em pouco tempo, o PSA de Carlos caiu novamente para níveis indetectáveis (<0,01) e a testosterona também caiu (efeito esperado do bloqueio).
Este caso nos ensina que:
O monitoramento é vital: Pacientes pós-cirúrgicos devem manter exames de PSA a cada 3 meses nos primeiros dois anos.
Metástase não é o fim: Com as tecnologias atuais (SBRT, novos fármacos), é possível tratar recidivas com intenção curativa ou de controle prolongado.
Personalização: Cada caso exige um balanço entre agressividade no tratamento e preservação da qualidade de vida.
Se você ou um familiar está passando por isso, o mais importante é saber que a medicina avançou muito. Hoje, temos ferramentas para detectar o problema cedo (PET-PSMA) e tratá-lo com precisão, garantindo longevidade e bem-estar.
Fonte do estudo de caso: Vídeo do Dr. Bruno Benigno - Quando o PSA volta a subir após a cirurgia: o que fazer agora?
Assista ao vídeo original aqui
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Dr. Bruno Benigno | Urologista | CRM SP 126265 | RQE 60022
Equipe da Clínica Uro Onco - São Paulo - SP









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