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Terapia viral inovadora aumenta as chances de cura do câncer de bexiga resistente ao BCG



O câncer de bexiga é um dos cânceres mais comuns no mundo, e é responsável por muitas mortes anuais. Dados do Inca Indicam de aproximadamente 11.000 pessoas serão diagnosticadas com a doença no Brasil em 2023.


O tratamento padrão para pacientes com câncer de bexiga não invasivo é a terapia com Bacilo Calmette-Guérin (BCG), que é altamente eficaz em pacientes com baixo risco de progressão. No entanto, existe uma proporção significativa de pacientes que não respondem ao tratamento com BCG, o que os deixa sem opções terapêuticas eficazes.


É com satisfação que anunciamos uma nova terapia para esses pacientes com câncer de bexiga refratários ao BCG. Um estudo clínico de fase III mostrou resultados promissores para o uso de Adstiladrin® (rAd-INFa/syn3) em pacientes com câncer de bexiga não invasivo não muscular refratário ao BCG.

Adstiladrin® (Adenovírus - Nadofaregene) é um vetor adenovírus não replicante que contém IFN alpha2b recombinante com atividade antitumoral. Isso significa que o DNA do vírus é incorporado às células normais da bexiga, que passam a ter a capacidade de produzir altas doses de uma substancia que estimula a atividade do sistema imune do individuo, o Interferon.


Isso permite que o tratamento atinja células tumorais específicas, evitando danos a células saudáveis.

Este estudo incluiu 151 pacientes, incluindo 103 com CIS (carcinoma in situ) e 48 com doença papilar (o tipo mais comum).


O ponto final principal foi a taxa de resposta completa aos 3 meses em pacientes com CIS, com mais da metade dos participantes alcançando resposta completa. Interessantemente, todas as respostas completas foram alcançadas dentro dos primeiros 3 meses, permitindo a identificação precoce de pacientes respondedores ao tratamento.


Aos 12 meses, 24% dos pacientes ainda demonstravam uma resposta completa. Isso se compara muito favoravelmente com a taxa de resposta completa de 10% aos 12 meses relatada para o quimioterápico Valrubicina, que era o único agente aprovado nessa área até então.

O sucesso foi ainda maior para pacientes com tumor não invasivo do tipo papilar (taxa de resposta completa =43%).

Os objetivos secundários do estudo incluíram a avaliação de efeitos colaterais e a o risco de retorno da doença. Os pesquisadores relataram que o medicamento foi bem tolerado e não foram relatadas efeitos colaterais graves ou mortes em decorrencia do tratamento.


Infelizmente, ainda não há previsão de quando a Adstiladrin® (rAd-INFa/syn3) estará disponível no Brasil. No entanto, estamos acompanhando nas novidades e avanços no tratamento do câncer de bexiga e outras doenças urológicas e nos manteremos atualizados sobre a disponibilidade dessa medicação no nosso país.


Enquanto isso, continuaremos oferecendo as melhores opções de tratamento disponíveis para nossos pacientes e trabalhando para garantir que eles tenham acesso às terapias mais eficazes. Acompanhe nossas atualizações e visita nosso site para ficar por dentro das últimas novidades.


🔸Não deixe para amanhã cuidados que precisam ser diários! ☎(11) 2769-3929 📱(11) 99590-1506 Faça contato direto pelo whatsapp: 📲 https://bit.ly/2HCRkgt 💻 https://www.clinicauroonco.com.br/ Agende online: http://bit.ly/2WMMiCI Rua Borges Lagoa 1070, Cj 52 Vila Mariana - São Paulo - SP Dr. Bruno Benigno CRM SP 126265 | RQE 60022 Urologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz SP Diretor da Clínica Uro Onco Especialista em Uro-oncologia e Cirurgia robótica Instagram: @dr_benigno #urologia #saúde #urooncologia #vidasaudável #uro #urologia #medicina #drbrunobenigno #uroonco #onco #oncologia #cancerdebexiga #cirurgiarobotica #novembroazul



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Eliana Peixoto
Eliana Peixoto
19. Nov. 2023

Quais perigos acontecem em pacientes com câncer de bexiga qd só a RTU está prevista? Tenho carcinoma urotelial papilífero alto grau e já estou indo para a 3ª RTU só em 2023 (no início de 2023 eram 2 nódulos e, agora, já foram para 5 nódulos de 1cm cada)! Já questionei o Hospital Zerbini (antigo Hospital Brigadeiro), onde faço o tratamento, sobre a OncoBCG e a informação q tenho é q não está sendo produzida mais! Existe perigo se só formos tratados com RTU? Milhares de pacientes só estão sendo tratados dessa forma, pois, o SUS, pelo q parece, não está muito interessado na cura das pessoas! Agradeço resposta!

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