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Blog · Câncer de próstata

O que muitos homens não sabem sobre a Atrofia da Próstata

Descubra o que muitos homens não sabem sobre a Atrofia da Próstata. Neste post, o Dr. Bruno Benigno explica a importância clínica dessa lesã…

Por Dr. Bruno Benigno · Uro-oncologista · CRM-SP 126.265Publicado em 20 de julho de 20233 min de leitura

Olá a todos, sou o Dr. Bruno Benigno, urologista aqui em São Paulo, Capital, e hoje quero falar com vocês sobre um tema importante: a atrofia prostática e sua relevância clínica.

A atrofia prostática é uma lesão benigna que pode se parecer em exames de imagem com o adenocarcinoma, ou seja, um tipo mais frequente de câncer de próstata.

Ela é mais frequente na zona periférica da próstata e ganhou importância com o aumento do uso de biópsias nos dias atuais.

A atrofia pode ser classificada como difusa e focal. A atrofia focal pode ser parcial, completa ou combinada.(1–3)

A atrofia prostática pode ser causada por diferentes fatores, como radioterapia e terapia hormonal. Além disso, a inflamação crônica ou a isquemia local podem levar à atrofia focal, com uma maior frequência à medida que envelhecemos.

Essa atrofia focal parcial é a que mais pode se assemelhar ao câncer de próstata em biópsias por agulha.

As formas completas da atrofia focal podem ser subdivididas em simples, esclerótica e hiperplásica. Lesões combinadas também são comuns, e a atrofia parcial pode preceder a atrofia completa. Acredita-se que os diferentes tipos de atrofia focal representem um espectro do problema, sendo a forma hiperplásica o extremo desse contínuo.

Há uma questão importante que ainda é debatida na literatura: a possível associação entre a inflamação crônica associada à atrofia focal (atrofia inflamatória proliferativa) e a neoplasia intraepitelial prostática de alto grau.

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Alguns estudos apontam para essa ligação, enquanto outros não encontram essa relação. Ainda não está claro se a inflamação causa diretamente danos ao tecido e à atrofia, ou se algum outro fator induz a atrofia diretamente, com a inflamação ocorrendo de forma secundária. (4,5)

Outra descoberta intrigante que precisa de mais estudos é uma possível associação entre a extensão da atrofia e o aumento do (PSA) no sangue. O PSA é uma proteína produzida pela próstata, e a elevação deste marcador pode estar associada a problemas benignos e malignos da próstata, como o câncer.

Essa associação entre a atrofia prostática e o PSA ainda requer mais investigações para entender melhor o seu significado.

Em resumo, a atrofia prostática é uma lesão benigna que pode se parecer com o câncer em exames e biópsias, especialmente a forma parcial da atrofia.

A inflamação crônica associada à atrofia ainda é motivo de debate e sua relação com o câncer não é totalmente compreendida.

É importante que os pacientes sejam acompanhados por um urologista e façam os exames necessários para um diagnóstico preciso.

Espero que este vídeo tenha sido esclarecedor para vocês. Lembrem-se de cuidar da saúde da próstata e, sempre que necessário, procurar um especialista para avaliação e acompanhamento adequados. Obrigado por assistir e até a próxima!

1. De Marzo AM, Platz EA, Epstein JI, Ali T, Billis A, Chan TY, et al. A working group classification of focal prostate atrophy lesions. Am J Surg Pathol. outubro de 2006;30(10):1281–91.

2. Gardner WA, Culberson DE. Atrophy and proliferation in the young adult prostate. J Urol. janeiro de 1987;137(1):53–6.

3. Moreira DM, Andriole GL, Castro-Santamaria R, Freedland SJ. Baseline prostate atrophy is associated with lower tumor volume in men with prostate cancer on repeat biopsy. Prostate Cancer Prostatic Dis. abril de 2018;21(1):106–12.

4. Tomas D, Kruslin B, Rogatsch H, Schäfer G, Belicza M, Mikuz G. Different types of atrophy in the prostate with and without adenocarcinoma. Eur Urol. janeiro de 2007;51(1):98–103; discussion 103-104.

5. Billis A. Prostatic atrophy: an autopsy study of a histologic mimic of adenocarcinoma. Mod Pathol Off J U S Can Acad Pathol Inc. janeiro de 1998;11(1):47–54.

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Dr. Bruno Benigno
Urologista e cirurgião uro-oncológico (CRM-SP 126.265 · RQE 60022). Mais de 1.500 cirurgias robóticas. Membro da AUA, EAU e SBU. Conheça o Dr. Bruno · Na mídia

Este conteúdo é educativo e não substitui a consulta médica. Cada caso deve ser avaliado individualmente, com base nas diretrizes da AUA, EAU e NCCN.

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